| Processo: | 16/16265-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 27 de agosto de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana |
| Pesquisador responsável: | Adrian Gurza Lavalle |
| Beneficiário: | Moisés Kopper |
| Instituição Sede: | Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/07616-7 - CEM - Centro de Estudos da Metrópole, AP.CEPID |
| Assunto(s): | Etnografia Cidadania Políticas públicas Consumo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cidadania | Consumo | Etnografia | Mobilidade | Politicas Públicas | Programa Minha Casa Minha Vida | Antropologia Política e Econômica |
Resumo Nos últimos quinze anos, o Brasil passou por uma série de transformações sociais e econômicas que implicaram uma queda na desigualdade de renda de sua população. Fruto de um conjunto de políticas de governo - como o Plano Real, o aumento real do salário mínimo, programas de redistribuição de renda e a expansão do mercado de consumo interno - e conjunturais - como o bônus demográfico e a estabilidade econômica - essas mudanças avivaram um debate sobre a emergência de novas classes médias em países em desenvolvimento e recolocaram como questões centrais sobre o Brasil atual as relações entre políticas públicas, cidadania e consumo (Kopper, 2016). A partir de uma pesquisa quanti-qualitativa de longo prazo entre beneficiários do programa habitacional Minha Casa Minha Vida (PMCMV) mobilizados coletivamente em Porto Alegre, este projeto investiga as relações de mútua definição entre planejadores públicos, autoridades governamentais, representantes da iniciativa privada, líderes comunitários e cidadãos desejantes. Concretamente, procura-se responder a duas questões centrais: que modalidade(s) de mobilidade(s) são descortinadas pela política pública? Que formas alternativas de governança são gestadas, à medida que o programa é implementado em suas configurações locais? Como tecnologia de governo, o PMCMV articula saberes científicos, programas de intervenção estatais, aberturas de mercado e novas subjetividades entre seus beneficiários. Ao mapear esses alinhamentos, aberturas e fechamentos de sentido, uma das hipóteses é que a mobilidade socioeconômica se traduz em economias da esperança - isto é, composições translocais que instauram novas temporalidades em que futuros são re-desenhados e passados re-imaginados. Como uma etnografia crítica do mundo presente, este projeto problematiza os jogos de afetação entre discursos científicos, materialidades políticas, cartografias morais que espacializam a diferença e subjetividades de classe média em imaginação - repensando, através desses entroncamentos empíricos, conceitos clássicos às ciências sociais brasileiras, como pobreza, mobilidade, cidade, territorialidade e segregação espacial. (AU) | |
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