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Produção de receptor quimérico para antígenos CD123 (CAR-T 123) em células de leucemia eritrocitária K562 para uso terapêutico em pacientes com leucemia mielóide aguda

Processo: 17/16319-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Patricia Bortman Rozenchan
Beneficiário:Patricia Bortman Rozenchan
Empresa:Celluris Participações Ltda
CNAE: Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica
Município: São Paulo
Pesq. associados:Bryan Eric Strauss ; Luciane Bleivas Elmalem
Assunto(s):Biologia molecular  Imunoterapia  Leucemia mieloide aguda  Linfócitos T 

Resumo

Um dos grandes desafios dos tratamentos oncológicos é que em determinado momento as células tumorais podem passar a não responder mais ao tratamento, ou ainda, após certo tempo livre da doença, o paciente pode apresentar recidiva. Assim, existe uma grande demanda para novos métodos no tratamento do câncer, já que os métodos convencionais de tratamento; cirurgia, radiação e quimioterapia, não garantem a cura para todos os pacientes. A Celluris atua na área de imunoterapia, utilizando a tecnologia de CarT. Essa solução está sendo considerada uma mudança de paradigma no tratamento oncológico, uma vez que capacita as células do próprio paciente para combater as células tumorais. Nosso objetivo na presente proposta é produzir receptor quimérico para antígeno 123 e testar sua funcionalidade para posterior uso em pacientes com leucemia mieloide aguda. Para isso, faremos a produção de lentivírus contendo o cassete de expressão para o CD123 em células HEK293T, posteriormente faremos a transdução desse vetor em células K562 e verificaremos a funcionalidade de nosso CAR-T através da ligação ao antígeno específico, ligado a fluorocromo. Existem quase 200 clinical trials ao redor do mundo com essa tecnologia, e os resultados têm sido muito promissores, com taxas de sucesso em alguns casos acima de 80%, para pacientes que não estavam mais respondendo a quimioterapia ou que recidivaram após o transplante de medula. O FDA aprovou recentemente o uso de CART da empresa Novartis e espera-se a aprovação nos próximos meses para a empresa Kite, Aqui no Brasil, a Anvisa já fez uma chamada pública, onde se mostrou favorável à aprovação da tecnologia.Com os resultados obtidos na presente proposta, ou seja, a padronização de produção do CAR-T e a verificação de sua funcionalidade in vitro, pretendemos iniciar um protocolo translacional, onde testaremos nosso CAR-T 123 em células obtidas de pacientes com leucemia mieloide aguda, esse passo será fundamental para que possamos estabelecer um clinical trial brasileiro, fator determinante para que esta tecnologia de ponta seja implantada em nosso país, vamos gerar uma massa crítica de resultados obtidos no Brasil, para que se possa submeter a tecnologia para a aprovação da Anvisa. Assim, além de desenvolvimento tecnológico, ganharemos independência nessa abordagem terapêutica. Para tanto, contamos com duas importantes parcerias muito importantes, a saber, o Dr. Bryan E. Strauss, do Icesp, onde faremos a produção lenti-viral, contando com toda a estrutura de NB2 necessária e, ainda, com o Hospital Israelita Albert Einstein, onde faremos uso da estrutura de sala limpa do departamento de onco-hematologia, dirigido pelo Dr. Nelson Hamerschlak. (AU)

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