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Dor neuropática em indivíduos com Diabetes Mellitus Tipo II e intervenção fisioterapêutica: estudo clínico, randômico e controlado

Processo: 17/26282-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2018 - 30 de setembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem de Saúde Pública
Pesquisador responsável:Denise Miyuki Kusahara
Beneficiário:Denise Miyuki Kusahara
Instituição-sede: Escola Paulista de Enfermagem (EPE). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Cristina Dallemole Sartor ; Mônica Antar Gamba
Assunto(s):Diabetes mellitus tipo 2  Neuropatias diabéticas  Fisioterapia  Manejo da dor 

Resumo

A Neuropatia Diabética está relacionada com a duração do Diabetes Mellitus (DM) e com o controle inadequado da glicemia, geralmente ocorre entre 5 a 10 anos de diagnóstico da doença, ocasionando maior propensão de lesões nervosas. Um dos sintomas mais frequentes e insidiosos que acometem grande parte dos indivíduos com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), é a dor neuropática, acompanhada de manifestações clínicas e subclínicas, como formigamento, queimação, sensação de agulhada contínua e lacerante; e alodinia. O diagnóstico da dor neuropática no DM é demorado na prática clínica, e devido a isso foram desenvolvidos instrumentos de avaliação para rastreio da probabilidade diagnóstica, por meio de questionários e escalas. Para o tratamento, novos recursos fisioterapêuticos como a luz monocromática infravermelha de 890nm tem sido testados para o controle da dor. O objetivo desta pesquisa será mensurar a prevalência da Neuropatia Diabética e dor neuropática em indivíduos com DM2, e avaliar uma intervenção fisioterapêutica em pessoas com dor neuropática mediante aplicação de recursos eletrotermofototerápicos, no município de São João da Boa Vista-SP. A pesquisa será desenvolvida em duas etapas. Na primeira, por meio de um desenho transversal, será realizado rastreio de neuropatia diabética e dor neuropática. Nesta fase do estudo serão utilizadas escalas validadas no Brasil. A segunda etapa, caracteriza-se por um ensaio clínico, randômico, controlado, do tipo duplo cego, sobre a efetividade do tratamento com luz infravermelha monocromática de 890nm, aplicadas em sessões com duração de 30 minutos, durante 6 semanas consecutivas, com vistas à redução da dor neuropática em pessoas com DM2 e melhoria da qualidade de vida das mesmas. Os indivíduos detectados com dor neuropática serão divididos aleatoriamente em dois grupos. No grupo experimento será realizada fisioterapia convencional associada à intervenção terapêutica com luz infravermelha monocromática de 890nm. O Grupo controle será submetido a fisioterapia convencional, e para garantir o cegamento da pesquisa será utilizado equipamento que simula a luz infravermelha monocromática de 890nm, sendo uma luz inativa. A influência da intervenção sobre a dor neuropática será mensurada atavés da aplicação das escalas Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and Signs utilizada para diferenciar a dor neuropática da dor nociceptiva, a Brief Pain Inventory para avaliar a intensidade da dor referida, o questionário Douleur Neuropathique 4 para rastreio específico dos sintomas da dor neuropática, o Instrumento de Triagem de Michigan para quantificar a evolução de pessoas com neuropatia diabética com dor neuropática frente a um tratamento e o questionário WHOQOL-BREF para avaliação da qualidade de vida. A análise se dará por estatística descritiva e inferencial. Sendo estabelecido nível de significância pd0,05. (AU)