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Avaliação do papel do inflamassome na inflamação neutrofílica induzida por toxinas formadoras de poros, Natterins

Processo: 18/17413-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2019 - 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Carla Lima da Silva
Beneficiário:Carla Lima da Silva
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Inflamação 

Resumo

Neutrófilos, são as células imunes mais abundantes na circulação, e principais intervenientes na inflamação aguda. O recrutamento excessivo de neutrófilos é observado em lesões traumáticas e isquêmicas, autoimunidade e lesão hepática estéril e a consequente ativação de neutrófilos resulta em lesão tecidual. Portanto, a compreensão dos mecanismos que regulam o recrutamento de neutrófilos é de grande importância fisiológica e fisiopatológica. O tráfico de neutrófilos é orquestrado por moléculas de adesão, tais como integrinas b2, quimiocinas e citocinas como IL-1b. Os neutrófilos expressam um grande número de receptores de superfície celular para reconhecimento de patógenos e do ambiente inflamatório, incluindo receptores Toll-like (TLRs) e NLR (nucleotide binding domain (NOD) leucine-rich repeat-like receptor). O processamento do precursor pró-IL-1² citosólico inativo de 31 kDa na IL-1² bioativa de 17-kDa, depende principalmente da clivagem autocatalítica da cisteína-protease caspase-1. Tal clivagem é desencadeada por várias estruturas denominadas inflamassome, que consistem em um grupo de complexos celulares multiproteicos relacionados, dentre os quais os mais bem caracterizados incluem os receptores da família de proteínas NLR, ou seja, NLRP1, NLRP3 e NLRC4. Enquanto a ativação canônica do inflamassome resulta na clivagem e ativação de caspase-1, a ativação de não-canônica resulta na ativação de pró-caspase-11, que promove a morte celular, bem como a secreção de IL-1a e IL-1b e o recrutamento de neutrófilos durante a resposta a uma infecção. A família Natterinas foi descoberta pela primeira vez na glândula de veneno do peixe peçonhento brasileiro Thalassophryne nattereri com cinco ortólogos 1-4 e -P. As proteínas Natterinas contem na região N-terminal dois domínios DM9 descobertos pela primeira vez em Drosophila, seguidos por um domínio de aerolisina no C-terminal. A família aerolisina pertence à grande classe de proteínas/toxinas formadoras de poros (b-PFTs) e é considerada os principais fatores de virulência que contribuem para doenças inflamatórias graves em humanos e animais. Nosso objetivo neste projeto é verificar o papel da ativação de membros das plataformas canônicas ou não-canônicas do inflamassoma no recrutamento de neutrófilos para o local da lesão induzida por toxinas formadoras de poros Natterinas, bem como a influência direta desses membros na ativação de neutrófilos modulando sua capacidade de produzir mediadores que amplificam a resposta inflamatória. (AU)