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Avaliação qualitativa da silagem de Moringa (Moringa oleifera Lamark) combinada com cana-de-açúcar e cal microprocessada

Processo: 19/03338-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2019 - 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Pastagens e Forragicultura
Pesquisador responsável:Fábio Prudêncio de Campos
Beneficiário:Fábio Prudêncio de Campos
Instituição-sede: Instituto de Zootecnia. Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Nova Odessa , SP, Brasil
Pesq. associados:Adibe Luiz Abdalla ; Alessandra Aparecida Giacomini ; César Gonçalves de Lima ; Ricardo Lopes Dias da Costa
Assunto(s):Ruminantes  Silagem  Moringa oleifera  Cana-de-açúcar  Digestibilidade  Fermentação  Ácidos graxos voláteis  Ácido láctico  Gases 

Resumo

O experimento visa analisar o processo fermentativo da combinação da planta arbórea Moringa (Moringa oleifera Lamark) com a cana de açúcar no processo de ensilagem, tratada ou não com cal micro-processado, bem como avaliar a qualidade nutricional e digestibilidade do produto fermentado para nutrição de ruminantes. A cultura da Moringa já está estabelecida na área desde 2018. São provenientes das cultivares comerciais e já foi inseridas numa área projetada para sistemas integrados, cujo projeto de infra-estrutura foi aprovado pela FAPESP/PDIP processo 2017/50339-5. No total de 114 plantas de Moringa, cultivadas em linhas com distância de 50 cm entre plantas, e separadas em dois grupos com distância de 26,5 m, tendo 57 plantas por grupo. Serão colhidas todas as plantas, de preferência no período das águas, que apresentarem altura com cerca de 1,70 m de crescimento vegetativo e efetuará o corte da mesma a 30 cm do nível do solo. As plantas colhidas serão pesadas para estimar a massa de forragem produzida no período. Após corte da planta, a massa de forragem colhida serão picadas em picadora estacionária a tamanho médio de partículas de 1,0 a 1,5 cm, será distribuída sobre lona plástica, em que uma parte será efetuada uma pré mistura com a cal micro-processada nas proporções de 10% de massa de forragem fresca. Para cana-de-açúcar, o cultivar escolhido será o IAC 86-2480, com base nas características forrageiras. Serão colhidas com cerca de dez meses de crescimento vegetativo, picadas e efetuada a pré-mistura de uma parte da massa de forragem como o da moringa. A proporção da moringa e cana-de-açúcar na mistura obedecerá aos diferentes tratamentos. As misturas serão acondicionadas em silos experimentais, cano de PVC de 9,8 cm × 20,0 cm com tampa, com capacidade aproximada de 2,0 kg de material. Após compactação e vedação serão acondicionadas em local coberto, em temperatura ambiente, por um período mínimo de 60 dias de fermentação. Durante o procedimento de ensilagem será amostrada material fresco, para posterior análise laboratorial, e para avaliação comparativa com o material ensilado, determinando assim a qualidade do alimento proveniente da técnica de armazenamento utilizado. Os tratamentos serão estabelecidos com base na matéria seca: T1, 75% de cana-de-açúcar + 25% de Moringa, T2, 50% de cana-de-açúcar + 50% de Moringa, T3, 75% de cana-de-açúcar + 25% de Moringa + CaO, T4, 50% de cana-de-açúcar + 50% de Moringa + CaO, T5, 100% de cana-de-açúcar, T6, 100% de cana-de-açúcar + CaO, T7, 100% de Moringa, T8, 100% de Moringa + CaO. O delineamento estatístico a ser realizado será o inteiramente casualizado, com oito tratamentos e seis repetições. Serão arranjados em esquema fatorial 2 × 1 (duas fontes de forragens e uma fonte de cal microprocessada). As variáveis a serem avaliadas serão: pH, perdas por efluentes, perdas por gases, nitrogênio amoniacal, ácidos graxos voláteis, ácido lático, estabilidade aeróbia, tipificação e quantificação do volume de gases, além dos teores de MS, PB, EE, Cinzas, FDN, FDA e lignina, carboidratos não fibrosos, proteína insolúvel em detergente neutro (PIDIN) e ácido (PIDA) e digestibilidade in vitro/gás (fração sólida, volume de gás e análises de curvas de degradação), e estimativa dos nutrientes digestíveis totais (NDT), bem como as características subjetivas visuais (cor e fungos), cheiro (ácido, doce ou fétido). Como critério de caracterização da planta Moringa será avaliado as produções de massa seca, relação folha:colmo e brotações após os cortes, com medidas repetidas no tempo. As variáveis mensuradas serão analisadas pelo ANOVA do Proc Mixed do SAS (2011) e por teste de média de Tukey quando apresentarem distribuição normal. Ou, serão transformadas para tal quando necessário, adotando nível de significância de 5% de probabilidade. As variáveis subjetivas serão avaliadas por testes não-paramétricos. (AU)