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Aplicação de modelos morfofuncionais à comunidade Microplanctônica no Sistema Estuarino de Santos para a implementação de bioindicadores de perturbações

Processo: 18/25816-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2019 - 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Oceanografia - Oceanografia Biológica
Pesquisador responsável:Jose Juan Barrera Alba
Beneficiário:Jose Juan Barrera Alba
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Pesq. associados: André Luiz Vizine Pereira ; Gleyci Aparecida Oliveira Moser
Assunto(s):Fitoplâncton  Monitoramento 

Resumo

O funcionamento dos ecossistemas aquáticos,assim como os benefícios e serviços que estes oferecem as populações humanas, depende da manutenção da sua diversidade biológica. Assim, nas últimas décadas a descrição e entendimento da biodiversidade e como variações nas condições ambientais podem dirigir a sucessão de espécies num ecossistema tem se tornado um dos grandes desafios na ciência devido à preocupação atual frente às mudanças climáticas globais. Os sistemas estuarinos são caracterizados por gradientes físicos e biológicos transitórios dado que estes ambientes são influenciados, de distintas maneiras, pelos regimes de marés, descarga de água doce, mistura vertical e turbidez, e pela descarga de nutrientes. Esta complexidade dos ambientes estuarinos, assim como as constantes e repentinas flutuações, especialmente de salinidade, determinam a seleção de espécies planctônicas adaptadas a desenvolver respostas rápidas às variações da massa de água predominante no meio e, dessa forma, tais populações assumem expressões ecológicas, fisiológicas e morfológicas especificas. Atividades humanas como eutrofização, dragagem de canais de navegação e introdução de espécies exóticas através de água de lastro de navios podem conduzir a mudanças adicionais na estrutura da comunidade planctônica, afetando inclusive à biodiversidade do sistema. Dada a sua importância como base das redes tróficas nos sistemas aquáticos, o estudo de séries temporais de média e longa duração da densidade, biomassa e composição taxonômica do fitoplâncton é fundamental para entender os efeitos dessas mudanças sobre a comunidade planctônica geral. O complexo Estuarino de Santos recebe uma alta carga de poluentes a partir de indústrias petroquímicas e de fertilizantes, além de albergar um dos maiores portos de América Latina, reforçando a necessidade de um monitoramento mais aprofundando na região. Métodos clássicos de monitoramento baseados na variação da biomassa clorofiliana ou da composição taxonômica apresentam limitações quanto à interpretação dos resultados e relação com as variáveis ambientais. A introdução de metodologias baseadas em grupos morfológicos e funcionais do plâncton como os índices de assembléia e índices bióticos de integridade, que integram propriedades biológicas com propriedades físicas e químicas, permitem uma melhor avaliação do estado de saúde de um ecossistema aquático. O presente estudo pretende estabelecer as bases para a implementação de programas de monitoramento em longo prazo da comunidade microplanctônica baseado na aplicação de modelos morfofuncionais com o objetivo de implementar bioindicadores de perturbações no Sistema Estuarino de Santos. (AU)