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Avaliação do anidrido de hematina como nanopartícula: mecanismos de interação com as células e uso para entrega de drogas contra os protozoários do gênero Leishmania

Resumo

A pesquisa por novos sistemas de entrega de fármacos tem aumentado, principalmente para o ambiente intracelular, diminuindo a dose do medicamento e reutilização de antibióticos que desenvolveram resistência. O presente projeto tem como objetivo utilizar o anidrido de hematina como um carreador de fármacos. Durante a síntese do anidrido de hematina é possível incluir substâncias/fármacos que podem entrar nos espaços formados pelos domínios de nanocristais. A hemozoína sintetizada tem propriedades anfifílicas que permitem a incorporação de várias substâncias no cristal já formado. Este nanocristal, quando injetado intraperitonealmente acumula-se nos órgãos como a medula óssea, o baço e o fígado. Coincidentemente, estes órgãos são os mesmos acometidos pela leishmaniose visceral. Os parasitos do gênero Leishmania infectam os macrófagos, estas são também as células que fagocitam hemozoína nativa quanto a sintética. A fagocitose resulta na produção de várias moléculas microbicidas e pró-inflamatórias, como por exemplo a IL-1b de maneira dependente da ativação do complexo proteico intracelular - o inflamassomo. O presente projeto tem como objetivo avaliar os receptores de superfície ativados pelo anidrido de hematina e o impacto da adsorção de drogas no cristal no reconhecimento e ativação das cascatas de ativação intracelular, bem como avaliar propriedade do anidrido de hematina para entrega de fármacos in vitro em macrófagos infectados com Leishmania infantum chagasi e para o tratamento de leishmaniose visceral experimental. Os resultados do projeto podem contribuir para a melhora no tratamento da leishmaniose canina e, indiretamente, diminuir a fonte de transmissão da doença (AU)