| Processo: | 20/07389-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Maria Cristina Carlan da Silva |
| Beneficiário: | Maria Cristina Carlan da Silva |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Santo André |
| Assunto(s): | Interleucina-10 Virologia molecular Citomegalovirus |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Citomegalovírus humano | gene UL111A | Hcmv | Homólogo de interleucina | Il-10 | Virologia molecular |
Resumo
O citomegalovírus humano (HCMV) é capaz de causar uma variedade de problemas de saúde que podem levar à morte de indivíduos imunocomprometidos e neonatos. O ciclo de replicação do HCMV é composto por uma fase lítica (infecção produtiva) e uma fase latente (infecção não-produtiva). A infecção lítica por HCMV ocorre em uma vasta gama de tipos celulares terminalmente diferenciados. A infecção latente por HCMV é menos compreendida, mas sabe-se que um dos sítios de latência são as células precursoras da linhagem mieloide. Todos os genes virais conhecidos são expressos durante o ciclo lítico de infecção, mas apenas um grupo desses genes são transcritos durante a latência. O gene UL111A, o qual codifica a interleucina 10 viral (HCMV IL-10), um homólogo da interleucina humana 10 (IL-10), é um desses genes. Durante a infecção, diferentes isoformas de transcritos de UL111A são gerados por splicing alternativo. As isoformas mais estudas de UL111A são cmvIL-10 (também chamada de transcrito "A") e LAcmvIL-10 (também chamada de transcrito "B"), sendo esta última um transcrito bem caracterizado associado à latência. Ambas isoformas conseguem diminuir a expressão das moléculas do complexo maior de histocompatibilidade (MHC) de classe II; entretanto, elas diferem em diversas propriedades imunomoduladoras, como a habilidade de se ligar ao receptor de IL-10 e induzir sinalização de STAT3. Há ainda outras isoformas identificadas, também expressas por splicing alternativo durante ciclo lítico do HCMV. Sobre essas isoformas, nomeadas C, D, E, F e G, conhece-se muito pouco, pois foram limitadamente estudadas. O HCMV utiliza a expressão das IL-10 virais para manipular o sistema imunológico tanto durante a fase infecção lítica quanto a latente. Nesta revisão, discutiremos os achados presentes na literatura até o momento sobre os transcritos virais de IL-10 , as proteínas codificadas por eles e as estruturas dessas proteínas, assim como as propriedades funcionais de todas as diferentes isoformas de HCMV IL-10. (AU)
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