| Processo: | 21/05375-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Heloísa André Pontes |
| Beneficiário: | Heloísa André Pontes |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Vinculado à bolsa: | 16/02062-1 - O swing dos trópicos: a presença do jazz na formação da música popular brasileira (1919-1959), BP.DR |
| Assunto(s): | Antropologia cultural e social Cotidiano Memória emocional Simbologia Casas Parentesco Publicações de divulgação científica Produção científica Livros |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | casas | casas e configurações históricas | casas e marcadores sociais | casas e parentesco | casas e vida social | expressões estéticas e arranjos sociais | memória e cartografias afetivas | antropologia das formas simbólicas e da vida social |
Resumo
Seguindo a trilha das pesquisas antropológicas, sociológicas, históricas e arquitetônicas sobre casas, entendidas como artefatos que expressam visões de mundo e maneiras de estar no espaço, Casa-Mundo, o livro em tela, detém-se nas dimensões materiais e simbólicas da casa, no caráter cultural e histórico das formas de morar, nas relações entre configurações sociais. Integrado por 15 artigos e pelo balanço do estado da arte da produção mais expressiva sobre o assunto, discutida na apresentação pelas organizadoras da coletânea, o livro sustenta a tese de que as casas, em sua diversidade etnográfica e história, alicerçam a produção e a internalização de princípios hierárquicos, dispositivos classificatórios e mecanismos de subjetivação, atiçados e enredados pelos marcadores sociais de gênero, classe, raça e geração. Como espaço que sedimenta a memória, institui moralidade, reproduz habitus de classe, modela corpos, prescreve afetos, atiça a sociabilidade, as casas trazidas à cena pela coletânea mobilizam definições de indivíduo, concepções de família e redes de parentesco; tipologias de habitação, expressões estéticas e arranjos sociais; relações entre o mercado e o Estado; estruturas de sentimentos e cosmologias do morar; deslocamentos, pertencimentos e exclusões; memórias, genealogias e cartografias afetivas. Em "etnografias de casas, cosmologias do morar", o primeiro eixo da coletânea, o foco é posto nas múltiplas dimensões que conectam as casas ao mundo com concentração redobrada na experiência, nas práticas e nas fulgurações simbólicas. A aposta na etnografia como dispositivo privilegiado para a captura das diversas configurações envolvidas na produção das casas e das pessoas que as habitam, convive, de maneira arejada, com outras fontes documentais - cinema, literatura, projetos arquitetônicos, memórias, relatórios de assistentes sociais, manuais de aconselhamento e de etiqueta - exploradas pelos autores. Os ensaios que integram o segundo eixo da coletânea miram as expressões estéticas e os arranjos sociais plasmados nas casas; enquanto o terceiro eixo se concentra nas formas históricas e nas segmentações sociais do morar. Fazer casa, se sentir em casa e construir pertencimentos nas margens e em meio às impermanências são assuntos tratados no quarto eixo da coletânea, finalizada no quinto eixo, "Portas abertas", pela discussão da relação entre casa e memória.Resultado de pesquisas, seminários e encontros entre os 18 autores que integram a coletânea, cabe destacar que a metade deles recebeu apoio da Fapesp, sob a forma de auxílios regulares ou bolsas, para o desenvolvimento de pesquisa ligadas ao assunto da casa. Tais são os casos das organizadoras - Heloisa Pontes (supervisora do processo nº14/02756-8) e Camila Gui Rosatti (pós-doutorado, nº 17/11458-9) - que, além da introdução, assinam dois artigos, e dos seguintes autores: Ana Claudia Veiga de Castro (FAU-USP, Auxílio Regular nº 14/02756-8), Ana Claudia Marques (Departamento de Antropologia FFLCH-USP, Auxílio Regular nº 16/19755-0), Carolina Pulici (socióloga, UNIFESP- nº 16/00875-5); Joana Mello de Carvalho e Silva (FAU-USP, Auxílio Regular, nº 16/12292-4), Pedro Beresin (doutorando, FAU-USP, nº17/25133-4), Rafael do Nascimento Cesar (doutorando, IFCH-Unicamp, nº14/02756-8) e Thomas Cortado (pós-doc, IFCH-Unicamp, nº 18/12573-9). Entre os autores brasileiros, não apoiados pela Fapesp, que integram a coletânea, as historiadoras Anita Corrêa Lima de Almeida e Mariana Muaze e os antropólogos: Luiz Fernando Duarte, Ana Carneiro e Ceres Brum. A coletânea conta, ainda, com a colaboração de três autores estrangeiros ou radicados em instituições francesas e norte-americana: o filósofo Vincent Jacques, a historiadora Mônica Raisa Schpun e a antropóloga Ann Laura Stoler, traduzida pela primeira vez em português. Por fim, cabe mencionar que ela será editado pela Papéis Selvagens, reconhecida pela excelência de suas publicações na área de ciências sociais e humanas. (AU)
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