| Processo: | 23/03141-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2023 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Lucas José Neves Tachotti Pires |
| Beneficiário: | Lucas José Neves Tachotti Pires |
| Instituição Sede: | Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Cardiologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aortic valve insufficiency | Aortic valve stenosis | fibrosis | Heart valve diseases | magnetic resonance imaging | Myocardium | Cardiologia |
Resumo
Introdução: A estenose aórtica (EAo) e a insuficiência aórtica (IAo) levam ao remodelamento do ventrículo esquerdo, ocasionando tanto fibrose quanto hipertrofia miocárdica. Tanto o fração percentual de volume extracelular (ECV) quanto a quantidade absoluta de volume extracelular (iECV) mostraram-se importantes marcadores de fibrose miocárdica (FM) difusa. Ainda são escassos na literatura os dados sobre a evolução pós-operatória destes marcadores avaliados pela ressonância magnética cardiovascular, nesta população. Neste estudo, são demonstradas as alterações pós-operatórias que ocorrem na FM difusa em pacientes com EAo e IAo, e são comparados os dados dos dois grupos.Metodologia: Foram incluídos no estudo de forma prospectiva pacientes com EAo importante ou IAo importante com indicação de cirurgia valvar. Os pacientes foram submetidos à ressonância magnética até 3 meses antes do procedimento, e novamente entre 6 e 9 meses após a cirurgia.Resultados: Foram analisados os dados de 99 pacientes (32 com IAo e 67 com EAo). Após a cirurgia, houve diminuição da massa do ventrículo esquerdo nos dois grupos (IAo: 110 vs 91g/m2; EAo: 86 vs. 68g/m2, ambos p<0,001). A quantidade de realce tardio manteve-se estável nos dois grupos (IAo: pré-operatório 1,9% vs. pós-operatório 1,7%, p=0,575; EAo: pré-operatório 2,4% vs. pós-operatório 2,4%, p=0,615). O ECV e o iECV pré-operatórios foram maiores nos pacientes com IAo (iECV: 30mL/m2 vs. 22mL/m2, p=0,001; ECV: 28,4% vs. 27,2%, p=0,048). Houve diminuição do iECV após a cirurgia em ambos os grupos (IAo: 30-26,5mL/m2, EAo: 22-18,2mL/m2, ambos p<0,001); mantendo-se maior nos pacientes com IAo (IAo: 26,5mL/m2 vs. AS: 18,2mL/m2, p<0,001). Após a cirurgia, o ECV manteve-se estável no pacientes com IAo (pré-operatório 28,4% vs. pós-operatório 29,9%; p=0,617) e aumentou nos pacientes com EAo (pré-operatório 27,2% vs. pós-operatório 28,6%; p=0,033).Conclusões: Tanto pacientes com EAo quanto com IAo apresentaram redução do iECV após a cirurgia, confirmando que, diferentemente da fibrose focal representada pelo realce tardio, a FM difusa apresenta um comportamento reversível após o tratamento. Pacientes com EAo apresentaram aumento do ECV no pós-operatório, sugerindo uma diminuição mais precoce do componente miocárdico celular após a cirurgia. De forma diversa, naqueles com IAo a diminução do iECV foi acompanhada de ECV estável, sugerindo que nesta valvopatia a redução dos componentes miocárdicos celular e extracelular ocorre de forma balanceada. (AU)
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