Resumo
O Brasil é um dos maiores produtores de própolis do mundo, destacando-se as própolis verde de Baccharis dracunculifolia DC, vermelha de Dalbergia ecastaphyllum (L.) Taub. e Symphonia globulifera L.f e a marrom de Auraucaria sp. A própolis vermelha destaca-se pela atividade antitumoral. Assim, propõe-se a realização dos seguintes estudos complementares: desenvolvimento de métodos por cromatografia de contracorrente de alta velocidade para isolamento dos constituintes majoritários da própolis vermelha; estudos para desenvolvimento de método gravimétrico seletivo, exequível e acessível para a determinação do teor de ceras nos diferentes tipos de própolis bruta e seus extratos hidroalcoólicos para uso nas empresas do setor; realização de estudos farmacocinéticos em humanos saudáveis, envolvendo a determinação da atividade da glicoproteína-P (P-gp) antes e depois da administração do extrato de própolis vermelha, bem como estudos de permeabilidade intestinal das benzofenonas preniladas e interação com a P-gp em linhagem de células Caco-2, caso sejam observadas inibição ou indução desta proteína pelos compostos da própolis vermelha no estudo em humanos. Adicionalmente, serão desenvolvidas formulações nanoparticuladas em óleo/água com a medicarpina utilizando-se óleos de origem natural e óleos sintéticos. A formulação nanoestruturada final desenvolvida será submetida aos ensaios de estabilidade e de liberação. A medicarpina e a medicarpina em nanopartícula será avaliada em modelos de cultura celular 2D e 3D, em células de câncer de bexiga, investigando-se o mecanismo de morte celular. Os resultados contribuirão para o desenvolvimento de novos produtos para a indústria farmacêutica. (AU)
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