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Caracterização da Hematopoese Clonal de Potencial Indeterminado como fator genético de risco em pacientes diagnosticados com Neoplasias Mieloproliferativas BCR::ABL1-negativas

Processo:25/13957-9
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de setembro de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Lorena Lôbo de Figueiredo Pontes
Beneficiário:Lorena Lôbo de Figueiredo Pontes
Instituição Sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Ribeirão Preto
Vinculado ao auxílio:21/06841-3 - Mecanismos moleculares e fenotípicos de evasão imune em neoplasias mieloides, AP.JP2
Bolsa(s) vinculada(s):25/23184-7 - Caracterização imunofenotípica de células NK em modelo murino Flt3-Tet2 de Leucemia Mieloide Aguda, BP.IC
Assunto(s):Neoplasias da medula óssea  Oncologia experimental 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Neoplasias mieloproliferativas | Oncologia Experimental

Resumo

As Neoplasias Mieloproliferativas (NMP) BCR::ABL1-negativas, incluindo Policitemia Vera (PV), Trombocitemia Essencial (TE) e Mielofibrose Primária (MFP), são doenças hematológicas crônicas e clonais, caracterizadas pelo aumento na proliferação de células mieloides maduras, frequentemente associadas à mutação JAK2V617F, na ausência do gene de fusão BCR::ABL1. A Hematopoese Clonal (HC) resulta da expansão de células-tronco hematopoéticas (CTH) portadoras de mutações somáticas, que antecedem o desenvolvimento de neoplasias evidentes e estão associadas ao envelhecimento e a eventos cardiovasculares. A Hematopoese Clonal de Potencial Indeterminado (CHIP), definida pela presença de mutações em genes como DNMT3A, TET2 e ASXL1 (mutações DTA), tem sido identificada como um importante fator de risco para eventos trombóticos.A trombose representa uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes com NMP, especialmente em território arterial, como no acidente vascular cerebral (AVC). Os modelos atuais de estratificação de risco consideram fatores como idade superior a 60 anos, história prévia de trombose, fatores de risco cardiovascular e presença da mutação JAK2V617F. No entanto, até 20% dos pacientes já apresentam trombose no momento do diagnóstico, evidenciando a necessidade de marcadores preditivos mais precoces. Dados do nosso serviço indicam que cerca de um terço dos pacientes com PV, TE ou MFP desenvolvem eventos trombóticos ao longo do acompanhamento. Nesse contexto, a presença de CHIP surge como um biomarcador promissor para aprimorar a avaliação de risco trombótico e o manejo clínico em pacientes com NMP. (AU)

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