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Obtenção de fitoterápico a partir de Mikania laevigata Schultz Bip. (Guaco) para tratamento de mastite bovina

Processo: 06/60709-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Parceria para Inovação Tecnológica - PITE
Vigência: 01 de abril de 2008 - 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Convênio/Acordo: Ouro Fino Saúde Animal
Pesquisador responsável:Marta Cristina Teixeira Duarte
Beneficiário:Marta Cristina Teixeira Duarte
Instituição-sede: Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Paulínia , SP, Brasil
Empresa: Ouro Fino Saúde Animal Ltda
Município: Paulínia
Bolsa(s) vinculada(s):08/01923-7 - Obtenção de fitoterápico a partir de Mikania laevigata Schultz Bip (guaco) para tratamento da mastite bovina, BP.TT
08/01707-2 - Obtenção de fitoterápico a partir de Mikania laevigata Schultz Bip (guaco) para tratamento da mastite bovina, BP.TT
Assunto(s):Doenças das mamas em animal  Mastite animal  Bovinos leiteiros 

Resumo

A mastite bovina é uma doença infecciosa aguda ou crônica do úbere, principalmente das vacas leiteiras, causada por vários microrganismos, caracterizada por processo inflamatório e alterações físicas, químicas e bacteriológicas do leite e redução de sua produção e qualidade. As bactérias freqüentes na infecção são Staphylococcus sp, Streptococcus sp e Corinebacterium sp. Assim como no caso de outras doenças infecciosas, existe uma tendência de aparecimento de cepas resistentes aos antibióticos usuais, além da passagem de resíduos de antibióticos ao leite, que se dá após o tratamento de vacas em lactação. Tais problemas têm estimulado a busca de substâncias antimicrobianas a partir de novas fontes, incluindo plantas medicinais, por apresentarem grande variedade de compostos com propriedades terapêuticas. Em um estudo anterior conduzido no CPQBA/UNICAMP (Proc. FAPESP 01/09081-6 - coordenado pela proponente), a Mikania laevigata - guaco (extrato hidroalcoólico bruto) destacou-se por mostrar atividade conjunta para Staphylococcus spp., e Streptococcus spp., com valores de concentração mínima inibitória (MIC) entre 0,04 mg/mL e 0,3 mg/mL. Tais resultados mostram que o extrato de M. laevigata apresenta potencial de aplicação como antimicrobiano, o que torna atrativo o investimento de pesquisa visando obtenção de um produto para uso veterinário em curto prazo. A tecnologia de cultivo da espécie está hoje bem estabelecida na Divisão de Agrotecnologia do CPQBA, que possui um campo experimental onde foram conduzidos experimentos anteriores com M. laevigata. Assim, o objetivo deste projeto é desenvolver um produto fitoterápico a partir do extrato bruto de M. laevigata para uso intramamário, visando controle dos principais microrganismos responsáveis pela mastite bovina. (AU)