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Marcadores de inflamação em paciente crítico com insuficiência renal aguda: correlação com mortalidade e evolução da função renal

Processo: 06/01552-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2006 - 30 de junho de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luis Yu
Beneficiário:Luis Yu
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nefrologia  Lesão renal aguda  Mortalidade  Citocinas  Marcadores inflamatórios 

Resumo

A incidência de IRA em UTI varia de 5 a 20% e a etiologia é geralmente multifatorial. As taxas de mortalidade permanecem elevadas, oscilando entre 50 e 80%. A IRA é considerada atualmente como causa de óbito, e não apenas uma comorbidade associada. Pacientes com IRA associada a um quadro clínico da síndrome de disfunção de múltiplos órgãos (SDMO) apresentam as mais altas taxas de mortalidade. A SDMO está associada a inflamação sistêmica que é um importante fator prognóstico. A inflamação está implicada na patogênese da disfunção renal, além disso, as células tubulares renais também produzem uma série de citocinas pró-inflamatórias e quimiocinas amplificando o processo inflamatório. Os níveis sistêmicos de citocinas podem estar elevados na IRA em decorrência do aumento da produção renal e da diminuição da depuração. Considerando-se a associação entre a ativação persistente da resposta inflamatória e a disfunção de múltiplos órgãos, diversos estudos avaliaram a dosagem de diferentes mediadores inflamatórios como preditores prognósticos em pacientes críticos. Acredita-se que o perfil de marcadores de inflamação nos pacientes com IRA possa ser diferente dos demais pacientes críticos, podendo,precocemente, correlacionar-se com a evolução e gravidade da função renal e a mortalidade.Os objetivos deste estudo são correlacionar os níveis séricos e urinários de mediadores inflamatórios em pacientes críticos portadores de IRA com a evolução da função renal, escores prognósticos, gravidade da IRA e mortalidade. Desta forma, serão coletados os dados demográficos, clínicos e laboratoriais dos pacientes e serão realizadas dosagens plasmáticas de TNF-alfa, TNFR-1, IL-6, IL-8, IL-10 e leptina, além de IL-18 urinária, no dia do diagnóstico de IRA (dia 1) e nos dias 3 e 5 subsequentes. (AU)