| Processo: | 08/57881-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Temático |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2015 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada |
| Acordo de Cooperação: | CNPq - INCTs |
| Pesquisador responsável: | Jorge Elias Kalil Filho |
| Beneficiário: | Jorge Elias Kalil Filho |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 10/50138-0 - Rolf Martin Zinkernagel | Hospital Universitário de Zurich - Suíça, AV.EXT |
| Assunto(s): | Imunoterapia Vacinas Ensaio clínico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Clinico | Ensaio | Imunologia | Imunoterapia | Pesquisa De Traducao | Vacina |
Resumo
O Instituto de Investigação em Imunologia, III, um dos Institutos do Milênio criado em 2001, e proposto agora como Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, atua em doenças autoimunes, imunodeficiências primárias e HIV/AIDS, leishmaniose, transplantes, câncer e alergias. Estas enfermidades se constituem em problemas de saúde que afetam, hoje, milhões de pessoas, em nosso País e no mundo. Além da relevância socioeconômica, estas doenças são também modelos biológicos importantes, na medida em que permitem avançar no conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos, possibilitando a intervenção terapêutica orientada pela patogenia. A Imunologia é o primeiro ramo da Medicina Molecular que desenvolveu e usou biofármacos. Aproximadamente 40 anticorpos monoclonais e proteínas recombinantes são, atualmente, comercializados e, aproximadamente, outros 50 se encontram em ensaios clínicos para o tratamento de diferentes doenças. Apesar dos avanços consideráveis nos conhecimentos celular e molecular dos estados patológicos humanos, é ainda limitada a nossa compreensão das causas e dos mecanismos das doenças, assim como do tratamento mais adequado. Sabe-se, hoje, que várias doenças previamente tidas como de etiologia obscura, na verdade decorrem de disfunções imunológicas, quer por um exacerbado processo inflamatório, quer pela sua ausência. O progresso na imunoterapia e no diagnóstico de muitas doenças é prejudicado pela nossa incapacidade de delinear, de modo completo, as vias moleculares complexas. Acreditamos que uma abordagem global e integrada que inclua ferramentas clínicas, moleculares, informáticas e epidemiológicas seja necessária para encontrar novas soluções para essas questões. As recentes falhas no desenvolvimento de novas vacinas indicam que precisamos de um conhecimento integrado e mais abrangente para abordar de forma inovadora a questão da vacinação. O mesmo se aplica ao tratamento do câncer, à imunoterapia para o transplante, doenças infecciosas, autoimunes e alergias. A ineficiência da ciência contemporânea para compreender sistemas biológicos complexos, com múltiplas interações paralelas, tem limitado o progresso na tradução dos ganhos da ciência básica para melhoria da saúde. Na segunda fase do III (2005-2008) formamos 76 mestres, 66 doutores, treinamos 35 pós-doutores; realizamos 2 ensaios clínicos e entramos com 3 pedidos de patente no exterior. A produção científica dos 33 pesquisadores membros do III no período de 2005-2007 representou 23% (435/1917) da publicação indexada em imunologia no Brasil no mesmo período (dados Lattes e Scimago, www.scimagojr.com). Estes dados mostram que a sólida base de ciência produzida no III tem sido e continuará sendo fundamental para a alimentação do processo de novas descobertas com potencial aplicação. O III se propõe a desenvolver pesquisa de tradução visando testar, em seres humanos, estratégias imunoterapêuticas inovadoras desenvolvidas através da experimentação. Nas duas etapas anteriores, foram recrutados e treinados recursos humanos e criadas instalações para o desenvolvimento de rotas tecnológicas que nos permitiram mover do reconhecimento da doença para a descoberta de mecanismos patogênicos, passando para o desenho de biofármacos baseados nestes mecanismos, para a experimentação em modelos animais, criando um portfólio de produtos imunoterapêuticos. Nesta nova etapa, continuaremos a pesquisa de tradução nas diversas áreas e atuaremos decisivamente na produção e teste clínico de nosso portfólio. Assim, viabilizaremos instalação física, equipamentos e treinamento de pessoal para operar as plantas piloto em condições de boas práticas de manufatura necessárias e realizaremos ensaios clínicos de fase I/lI. Usando essa rota tecnológica, cientistas, biotecnólogos e médicos do III continuarão trabalhando em rede no desenvolvimento de soluções baseadas na imunologia para responder questões comuns às doenças que afetam milhões de brasileiros e que representam um ônus social e econômico. As áreas temáticas do III, na presente proposta, contemplam os mais importantes tópicos em imunologia médica. Em autoimunidade, vamos avançar o projeto da vacina candidata contra o S. pyogenes e a febre reumática, realizando os primeiros estudos clínicos fase I e II com o produto, e também a imunomodulação na doença de Crohn. Vários estudos estão planejados visando a melhor compreensão da patogênese da infecção pelo HIV e o desenvolvimento da AIDS, assim como para estudar meios de auxiliar no tratamento, com ferramentas que atuam no sistema imune. Também propomos realizar o primeiro estudo clínico fase I com vacina profilática candidata contra o HIV, concebida por pesquisadores brasileiros já patenteada; além de estudos em primatas. Em imunodeficiências primárias ampliaremos o estudo genético dos pacientes melhorando o diagnóstico, além de testarmos um novo adjuvante terapêutico em imunodeficiência comum variável. Realizaremos dois estudos com novas abordagens para prevenção e tratamento da leishmaniose visceral. Em transplantes, estudaremos diversos mecanismos imunorreguladores envolvidos na resposta ao aloenxerto, em humanos e em modelos murinos, que podem ser alvos de intervenção terapêutica. Também temos a perspectiva de utilizar dois imunobiológicos criados e produzidos pelo III para imunorregulação no transplante. Em câncer, teremos dois estudos importantes com imunoterápicos em diversos tipos de tumores e, em alergias, estudaremos novos alérgenos de importância no Brasil,o potencial diagnóstico e terapêutico de alérgenos recombinantes, e a patogenia molecular da asma grave. Aliado à pesquisa de tradução, compartilhamos também os diferentes saberes dos integrantes desta rede para a formação e ensino de alunos, técnicos e pesquisadores dentro do nosso instituto. Para potencializar o trabalho em rede e o treinamento de pessoal, desenvolvemos, ao longo desses anos de existência do III, diversas plataformas que possibilitam o funcionamento matricial com as diferentes linhas de pesquisa temáticas. Na presente proposta contamos com 7 plataformas: 1. Imunogenômica; 2. Proteômica; 3. Epidemiologia e ensaios clínicos; 4. Produção de imunobiológicos; 5. Bioinformática; 6. Qualidade; e 7. Ensino e interação com a sociedade... (AU)
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