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Expressão diferencial de microRNAs e RNA mensageiros complementares em oligodendrogliomas de diferentes graus de malignidade

Processo: 08/05972-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2008 - 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Luciano Neder Serafini
Beneficiário:Luciano Neder Serafini
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias cerebrais  MicroRNAs  RNA mensageiro  Oligodendroglioma  Análise de sequência com séries de oligonucleotídeos  Expressão gênica 

Resumo

Nos últimos anos, diversos estudos foram realizados no intuito de se identificar as alterações genético/moleculares associadas com o desenvolvimento e progressão de gliomas humanos. No entanto, o prognóstico dos pacientes com gliomas de alto grau permanece reservado. O estudo de novos marcadores moleculares envolvidos na progressão tumoral tem criado novas linhas de pesquisa, principalmente aquelas relacionadas à modulação/silenciamento gênico. Por regularem a expressão gênica através da clivagem de mRNAs ou mesmo pela repressão da tradução gênica, o estudo dos miRNAs tem suscitado grande interesse, particularmente devido a sua participação na oncogênese, sendo de grande valor na identificação de novos marcadores diagnósticos e na terapia do câncer. Os miRNAs são pequenas sequências de RNAs regulatórios encontrados em plantas, insetos e em mamíferos. Os mesmos são precisamente regulados durante o neurodesenvolvimento, participando de diversas vias celulares regulatórias, relacionadas à proliferação, apoptose e migração celular, podendo se apresentar, funcionalmente, como ongenes ou genes supressores tumorais. O papel dos miRNAs em oligodendrogliomas ainda não foi estabelecido. Desse modo, o principal objetivo do presente trabalho é o de avaliar, através de microarrays, a expressão de mRNAs (41.000 genes) e miRNA (723 transcritos) em oligodendrogliomas de diferentes graus de malignidade (graus II e III, n = 8 por grupo) previamente microdissecados. Como controles serão utilizados fragmentos de substâncias brancas não-neoplásicas obtidas de pacientes operados por epilepsia do lobo temporal (n = 8). Por fim, pretendemos correlacionar a expressão dos miRNAs com os seus possíveis mRNAs complementares e validarmos tais achados por PCR em tempo real. Com este projeto, almejamos identificar miRNAs que possam ter participação na oncogênese, expandindo assim o conhecimento neste novo campo da biologia tumoral. Pretendemos ainda obter novos dados a respeito dos mecanismos moleculares envolvidos na progressão dos gliomas, bem como iniciar uma nova linha de pesquisa. (AU)