| Processo: | 08/09355-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2009 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Carla Pagliari |
| Beneficiário: | Carla Pagliari |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Doenças transmissíveis Paracoccidioidomicose Paracoccidioides brasiliensis Lesão cutânea Exantema Linfócitos T reguladores Células Th17 Interleucinas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Células T regulatórias | Foxp3 | lesões cutâneas | lesões mucosas | paracoccidioidomicose | Patologia de doenças infecciosas |
Resumo
Células Th17 são caracterizadas pela produção de perfil distinto de citocinas, incluindo IL17 e IL6 e parecem ter se desenvolvido para auxiliar no "clearence" de patógenos que não são eficientemente destruídos por linhagens Th1 ou Th2. As células T regulatórias (Treg) são importantes na indução e manutenção da tolerância imunológica e finalização de resposta imune. Uma deficiência ou disfunção dessas células pode levar à autoimunidade, ou agravamento da inflamação induzida por patógenos. A expressão de TGF-beta é necessária para o início da diferenciação das células Th17. Esse fator foi previamente relacionado ao desenvolvimento de células Treg Foxp3+. A IL17 parece ter papel pivotal na imunidade protetora contra fungos. Sua importância foi inicialmente descrita em infecção por Candida albicans em 2004. Células T de memória tipo Th17 foram detectadas em humanos, sugerindo sua importância na imunidade adquirida. Uma diminuição de IL17 foi associada à susceptibilidade à infecção por Cryptococcus neoformans e a proteção na pneumonia por Pneumocystis carinii também parece estar relacionada a essa citocina. Verificou-se que células Treg estão elevadas em lesões orais de pacientes com paracoccidioidomicose (PCM), importante micose sistêmica no Brasil. Acumulam-se em locais de infecção, limitando a resposta imune efetora e permitindo a permanência do patógeno e indução da cronicidade. Demonstramos a interação de dendrócitos dérmicos FXIIIa+ com o Paracoccidioides brasiliensis em lesões cutâneas da paracoccidiodomicose. Essa abordagem foi feita através de imuno-histoquímica de dupla marcação, com detecção concomitante dos dendrócitos dérmicos e estruturas fúngicas. De BRITO et al. (1999), utilizaram técnica de Hibridização in situ (HIS), com uma sonda de 14 pares de bases para a detecção do P. brasiliensis em lesões orais da PCM humana e experimental. Pretendemos contribuir ao estudo da caracterização da resposta tecidual cutânea e de mucosa oral na PCM, abordando através de imuno-histoquímica com anticorpos específicos, a participação de células Treg, com imuno-marcação de FOXP3 nas lesões frente ao P. brasiliensis. Pretendemos verificar se a IL17 está presente nas lesões cutâneas e de mucosa oral da PCM e verificar se ocorre expressão diferenciada de células Treg nos diferentes tipos de resposta tecidual da paracoccidioidomicose: granulomas bem organizados, pouco organizados e em lesões com os dois tipos de resposta granulomatosa. Verificaremos se há relação entre a expressão de TGF beta e a resposta mediada por células Treg nessas lesões. Para complementar o estudo da interação de diferentes tipos celulares, inclusive o parasitismo epitelial, com formas fúngicas do P brasiliensis, pretendemos utilizar a técnica imuno-histoquímica para demonstração concomitante do fungo e de células de Langerhans, dendrócitos FXIIIa+, macrófagos e queratinócitos. (AU)
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