Resumo
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das afecções mais comuns da clínica médica, figurando como a segunda infecção mais comum no ser humano, sendo apenas menos freqüente que as do trato respiratório. Staphylococcus saprophyticus é o segundo mais freqüente agente de ITU aguda depois de E. coli, sendo frequentemente isolado de urina de mulheres jovens sexualmente ativas, apresentando sintomas indistinguíveis dos causados por Escherichia coli, existindo também relatos de septicemia e pielonefrite por este microrganismo. Em vários laboratórios clínicos de rotina a identificação presuntiva de S. saprophyticus é baseada somente na resistência à novobiocina. Entretanto tem sido reconhecido que outras espécies de estafilococos coagulase-negativa (ECN), incluindo S. hominis subsp. novobiosepticus, S. cohnii, S. sciuri e S. xylosus, são também resistentes à novobiocina. O tratamento de infecções causadas por estafilococos depende da resistência a meticilina mediada pelo gene mecA e frequentemente expressa em níveis mais baixos do que em S. aureus, dificultando ainda mais a detecção e a inconsistência de resultados que pode implicar em uma terapia inadequada e dificuldade de tratamento. Portanto a identificação de Staphylococcus spp. e a detecção de resistência à oxacilina mediada pelo gene mecA continua sendo um dos maiores problemas enfrentados pelos laboratórios de microbiologia clínica, necessitando de uma identificação e detecção rápida, confiável e de baixo custo. Este estudo tem como objetivos principais comparar diferentes métodos de identificação de Staphylococcus spp. isolados de pacientes com infecção do trato urinário e identificar o perfil de resistência aos antimicrobianos em amostras comunitárias e hospitalares. (AU)
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