| Processo: | 08/02813-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Odontopediatria |
| Pesquisador responsável: | Marines Nobre dos Santos Uchôa |
| Beneficiário: | Marines Nobre dos Santos Uchôa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Piracicaba |
| Assunto(s): | Cárie dentária Esmalte dentário Dentina Laser |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cárie Dentária | esmalte e dentina | Laser de CO2 | Materiais odontológicos | microdureza | Streptococcus mutans | Cariologia |
Resumo
Embora tenha ocorrido uma redução na experiência de cárie no mundo e no Brasil nas últimas décadas, subgrupos de populações continuam com alta incidência de cárie dentária. Assim, há necessidade de se aperfeiçoar os métodos empregados na prevenção dessa doença, como também introduzir terapias inovadoras que sejam mais efetivas na prevenção da cárie de esmalte e de dentina. Diversos trabalhos já demonstraram que a aplicação do laser de CO2 no esmalte ou dentina resulta em aumento de suas resistências à desmineralização ácida e na inibição da progressão da lesão de cárie. Além disto, sabe-se que quando associado ao fluoreto, o laser de CO2 tem o seu efeito potencializado. No entanto, não foram realizados estudos com objetivos de se avaliar in vitro os efeitos do laser de CO2 na: 1. Desmineralização ao redor de braquetes ortodônticos e na resistência adesiva de materiais usados na colagem; 2. Associado ao fluoreto na redução de cárie radicular e, avaliar in situ os efeitos do laser de CO2: 3. Combinados ao fluoreto na redução da desmineralização do esmalte adjacente a restaurações de resina composta; 4. Associado ao fluoreto no desenvolvimento de cárie em superfície oclusal. O primeiro estudo utilizará um modelo microbiológico de produção de cárie in vitro em esmalte. Será realizada a irradiação com laser de CO2 dos espécimes de esmalte, e então a colagem dos braquetes. Será realizada a contagem das bactérias presentes no biofilme formado ao redor dos braquetes, além de análise de polissacarídeos insolúveis em água e avaliação da perda mineral do esmalte através de de microdureza do esmalte seccionado longitudinalmente. O segundo trabalho desenvolverá, inicialmente, a padronização de um modelo de produção de lesão de cárie em dentina in vitro, utilizando um meio cujas condições possibilitem a obtenção das fases de des- e remineralização da estrutura dentária. Após a exposição dos blocos dentinários ao modelo, será coletado biofilme que será submetido a análises bioquímica e microbiológica além da análise microbiológica e de microdureza da dentina cariada. Numa segunda fase, novos blocos dentinários serão submetidos ao modelo microbiológico in vitro previamente estabelecido que possibilitará avaliação da interação do laser de CO2 e flúor fosfato acidulado. Após a coleta dos resultados, serão realizadas análises bioquímica do biofilme formado sobre as amostras (concentrações de fluoreto, cálcio, fósforo e polissacarídeo insolúvel em água) e a análise de microdureza da dentina cariada para se quantificar o conteúdo mineral. O terceito estudo empregará um modelo in situ que testará em blocos de esmalte preparados com ponta diamantada e restaurados com resina composta o efeito do laser de CO2 irradiado no ângulo cavo superficial associado ao fluoreto por meio de uso de dentifrício fluoretado pelos 14 voluntários, que utilizarão os dispositivos em duas fases de 14 dias. Para proporcionar um alto desafio cariogênico, os voluntários gotejarão sobre os espécimes uma solução de sacarose a 20%, 8 vezes ao dia. Ao final de cada fase, os níveis de F, Ca, Pi, e polissacarídeo insolúvel em água serão avaliados no biofilme coletado. A perda mineral, ao redor das restaurações, será quantificada pela análise de microdureza. O quarto estudo também utilizará um modelo in situ com 2 fases de 14 dias cada, durante o qual 16 voluntários usarão um dispositivo intra-oral palatino contendo 2 espécimes de esmalte da superfície oclusal, associado ao uso de dentifrícios pelos voluntários. Para proporcionar um alto desafio cariogênico, os voluntários gotejarão sobre os espécimes uma solução de sacarose a 20%, 8 vezes ao dia. No 14° dia de cada fase, os espécimes serão coletados e seccionados longitudinalmente, submetidos à análise de microdureza e a perda mineral dos mesmos será avaliada. Todos os dados serão analisados estatisticamente, de acordo com o teste mais apropriado para cada etapa experimental, com nível de significância de 5%. (AU)
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