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Pesquisa de polyomavirus - bk em transplantados renais: incidencia e correlacao com parametros clinicos e laboratoriais.

Processo: 07/56780-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2008 - 30 de abril de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Celso Francisco Hernandes Granato
Beneficiário:Celso Francisco Hernandes Granato
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Técnicas e procedimentos de laboratório  Reação em cadeia da polimerase em tempo real 

Resumo

Apesar do número relativamente restrito de estudos realizados até agora, estima-se que mais de 70% da população geral tenha sido exposta ao Polyomavirus-BKV, apresentando evidências sorológicas desse contato. No entanto, embora seja um grupo de vírus com potencial para estabelecer latência e reativar-se, esses indivíduos não apresentam sintomas específicos dessa infecção. A reativação assintomática e um baixo nível de replicação são observados em cerca de 5% da população saudável. Os poliomavirus - BKV e JCV, pertencentes à família Polyomaviridae, são encontrados sob forma latente no trato urogenital e no sistema nervoso central, respectivamente. Existem relatos de que o BKV demonstre estreita relação com a nefropatia diagnosticada em transplantados renais, cujo status imunológico favorece a reativação deste vírus e, por conseqüência, o potencial para aparecimento da infecção ativa. Entre 10-40% desses pacientes isso pode resultar na perda do órgão transplantado. Considerando a relevância desses números e ausência de dados em populações semelhantes no Brasil, resolvemos reproduzir a metodologia que permite a quantificação da carga viral do BKV, utilizando o plasma estocado destes pacientes coletados em períodos regulares (meses) após o transplante. Eles serão analisados quanto a dados laboratoriais habituais no seguimento pós-transplante renal e seu plasma será submetido à técnica de PCR em tempo real (RT-PCR), viabilizando o estabelecimento da carga viral, a definição do período em que ocorre a reativação da infecção pelo vírus BK e a correlação destes dados com o curso clínico do paciente no período pós-transplante. (AU)