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Enzimas lisossomais, metaloproteinases e proteoglicanos em diabetes mellitus

Processo:10/16022-5
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Regular
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2010
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Yara Maria Corrêa da Silva Michelacci
Beneficiário:Yara Maria Corrêa da Silva Michelacci
Instituição Sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:São Paulo
Pesquisadores associados:Ivarne Luis dos Santos Tersariol ; Jair Adriano Kopke de Aguiar
Assunto(s):Angiopatias diabéticas  Diabetes mellitus  Albuminúria  Metaloproteinases da matriz  Proteoglicanas 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:diabetes mellitus | enzimas lisossomais | fígado | metaloproteinases | Proteoglicanos | Rim | Enzimologia, Glicobiologia

Resumo

Microangiopatias são características do diabetes mellitus, com espessamento da membrana basal microvascular e perda da função normal do leito capilar. Embora essas alterações afetem todos os tecidos, muitos estudos concentram-se no rim porque o glomérulo contém membrana basal capilar abundante e concentrada, e também porque uma das consequências mais graves e frequentes do diabetes mellitus é a nefropatia diabética.Albuminúria progressiva caracteriza a nefropatia diabética, e ocorre espessamento da membrana basal glomerular e expansão da matriz mesangial. As concentrações dos proteoglicanos de dermatam e condroitim sulfato, mas não de heparam sulfato, estão aumentadas, especialmente no glomérulo. Paradoxalmente, a excreção urinária de glicosaminoglicanos e de outros polissacarídeos sulfatados está muito diminuída no diabetes, sendo esta alteração muito precoce no desenvolvimento da doença.Este aparente paradoxo - aumento na excreção urinária de albumina e queda na excreção de polissacarídeos sulfatados - sugere diferentes vias de excreção para essas macromoléculas, talvez com a participação de células. O conceito tradicional é que a albuminúria se deve a lesões na barreira glomerular, praticamente impermeável. No entanto, trabalhos recentes têm sugerido que essa barreira é imperfeita, de modo que o glomérulo é muito mais permeável do que se pensava à albumina. As células dos túbulos proximais reabsorvem a maior parte da albumina filtrada, retornando intacta à circulação. Uma pequena parte sofre degradação lisossomal, e os peptídeos são exocitados no lúmen tubular e excretados. Portanto, a albuminúria seria muito mais uma doença tubular do que glomerular.Em condições normais, as macromoléculas da matriz extracelular são substratos de metaloproteinases e glicosidases neutras, e os produtos de degradação parcial são endocitados e totalmente degradados nos lisossomos. No diabetes mellitus, as importantes alterações na composição e na organização da matriz extracelular do rim, bem como as mudanças no padrão de excreção urinária de macromoléculas, sugerem que também ocorram mudanças na expressão e na atividade de enzimas lisossomais e de metaloproteinases e glicosidases da matriz extracelular.O objetivo do presente projeto é investigar esta hipótese. Possíveis alterações na expressão (mRNA e proteína) e na atividade de enzimas lisossomais (catepsinas, glicosidases e sulfatases) e de metaloproteinases serão investigadas em rim e fígado de rato durante a fase aguda do diabetes mellitus (10 dias e 30 dias). Serão estudados, também, os proteoglicanos de matriz presentes nos tecidos. Este estudo permitirá avançar o conhecimento sobre o metabolismo e o turnover dos componentes da matriz extracelular no diabetes mellitus. Além disso, poderá levar à sugestão de novos alvos para a profilaxia e o tratamento da nefropatia em diabéticos. (AU)

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Publicações científicas (7)
(As publicações científicas contidas nesta página são originárias da Web of Science ou da SciELO, cujos autores mencionaram números dos processos FAPESP concedidos a Pesquisadores Responsáveis e Beneficiários, sejam ou não autores das publicações. Sua coleta é automática e realizada diretamente naquelas bases bibliométricas)
DA CUNHA, ANDRE L.; AGUIAR, JAIR A. K.; CORREA DA SILVA, FLAVIO S.; MICHELACCI, YARA M.. . International Journal of Biological Macromolecules, v. 103, p. 1019-1031, . (10/16022-5, 13/07109-8)
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NEUENSCHWANDER, HENRIQUE M.; MOREIRA, JULIANA J.; VENDRUSCOLO, CYNTHIA P.; FULBER, JOICE; SEIDEL, SARAH R. T.; MICHELACCI, YARA M.; BACCARIN, RAQUEL Y. A.. . Journal of Veterinary Science, v. 20, n. 6, . (10/16022-5, 14/13065-6, 13/07109-8)
PERES, GIOVANI B.; SCHOR, NESTOR; MICHELACCI, YARA M.. . Biochimie, v. 135, p. 137-148, . (10/16022-5, 15/03964-6, 13/07109-8)
PERES, GIOVANI B.; JULIANO, MARIA A.; SIMOES, MANUEL J.; MICHELACCI, YARA M.. . BIOCHIMICA ET BIOPHYSICA ACTA-MOLECULAR BASIS OF DISEASE, v. 1832, n. 1, p. 85-95, . (10/16022-5, 09/11817-2)
DA CUNHA, ANDRE LUIZ; DE OLIVEIRA, LUIZ GUSTAVO; MAIA, LENIZE FERNANDES; CAPPA DE OLIVEIRA, LUIZ FERNANDO; MICHELACCI, YARA M.; DE AGUIAR, JAIR ADRIANO K.. . Carbohydrate Polymers, v. 134, p. 300-308, . (10/16022-5)
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