| Processo: | 10/03133-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia |
| Pesquisador responsável: | Cristina Helena dos Reis Serra |
| Beneficiário: | Cristina Helena dos Reis Serra |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Biodisponibilidade Propriedades físico-químicas Furosemida |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biodisponibilidade | Comprimidos matriciais | correlação in vitro - in vivo | furosemida | Biofarmácia |
Resumo
Os estudos de biodisponibilidade avaliam a presença do fármaco no organismo, a partir da administração de uma forma farmacêutica, em função do tempo. A correlação in vitro- in vivo refere-se ao estabelecimento de uma relação racional entre as propriedades biológicas, ou parâmetros derivados destas, produzidas por uma forma farmacêutica e suas propriedades ou características físico-químicas. O estabelecimento desse tipo de correlação de dados pode possibilitar a substituição dos estudos in vivo necessários à demonstração da bioequivalência pelos estudos in vitro, no caso de alterações no processo de fabricação pós-registro. Adicionalmente, estes estudos são utilizados em aplicações para a bioisenção, ou seja, isenção de produtos farmacêuticos dos ensaios de bioequivalência.Para obtenção de uma adequada correlação in vitro - in vivo, alguns fatores devem ser considerados. Inicialmente, é importante que a etapa limitante da absorção do fármaco seja o processo de dissolução. Deste modo, é possível esperar uma correlação in vitro - in vivo para fármacos pertencentes à classe II da classificação biofarmacêutica, e para sistemas de liberação controlada de fármacos, uma vez que, nestes dois casos, a etapa limitante do processo de absorção do fármaco é a dissolução (Amidon et al., 1995). Para a realização dos ensaios de correlação in vitro - in vivo, são necessárias três formulações contendo o fármaco de interesse, que apresentem perfis distintos de liberação prolongada. Os sistemas matriciais apresentam como principal exemplo de material controlador da liberação substâncias poliméricas formadores de matrizes hidrofílicas (Aceves et.al., 2000). A furosemida é um fármaco que apresenta dúvidas na definição da classe dada pelo sistema de classificação biofarmacêutica. Segundo a organização mundial de saúde (OMS), o fármaco está classificado como classe IV e II, tendo problemas principalmente quanto à determinação dos parâmetros de permeabilidade (WHO, 2006). No entanto, estes problemas podem ser superados, como é apresentado no trabalho publicado por Kaukonen e colaboradores (2007), onde o grupo complexou furosemida em uma matriz de sílica porosa termicamente carbonizada e com os resultados, o grupo concluiu que houve melhoras tanto na solubilidade quanto na permeabilidade do fármaco. Baseado nestas observações, pretende-se estabelecer a correlação in vitro - in vivo do complexo furosemida - ciclodextrina desenvolvidas por Spricigo e colaboradores (2008), uma vez que foram obtidos resultados significativamente melhores com relação às propriedades físico-químicas, solubilidade e dissolução, da furosemida quando o fármaco está complexado com a ciclodextrina. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |