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O Reportorio dos tempos de André do Avelar e a astrologia em Portugal no Século XVI

Processo: 06/03363-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros
Vigência: 01 de novembro de 2006 - 31 de dezembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História das Ciências
Pesquisador responsável:Roberto de Andrade Martins
Beneficiário:Roberto de Andrade Martins
Instituição-sede: Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil

Resumo

Esta obra estuda a história da astrologia portuguesa no século XVI, tomando como exemplo central uma obra do final do século, escrita por André do Avelar e procurando compreendê-la comparativamente, dentro do contexto da época. Inicialmente, este trabalho apresenta uma visão geral sobre a situação da astrologia européia nessa época, dando atenção especial à situação de Portugal. Depois, passa a analisar o Reportório dos Tempos (1585) de André do Avelar. Trata-se de um manual que abrange temas variados, mas grande parte dele é dedicada a temas astrológicos. A obra de Avelar é comparada em seguida com um Reportório dos Tempos espanhol anterior, escrito por Jerônimo de Chaves, pesquisando-se semelhanças e influências. Depois, são estudadas outras duas obras astrológicas anteriores – uma delas do Frei António de Beja, e outra de Abraham Zacuto – para exemplificar a variedade da literatura astrológica e permitir uma melhor compreensão da especificidade do Reportório.A análise realizada permitiu concluir que Avelar não se baseou exclusivamente na obra de Chaves, como sugerido no século XIX por Innocencio Francisco Silva. Trata-se de uma obra pouco original, uma compilação de textos anteriores, mas que tem aspectos distintos do trabalho de Chaves. A parte astrológica do livro de André do Avelar não inclui discussões sobre a validade da astrologia nem sobre seus limites e compatibilidade com a religião. Também não aborda a astrologia judiciária individual, destinada a prever o futuro de uma pessoa. Talvez Avelar tivesse feito certas escolhas como essas porque quisesse evitar conflitos com a Igreja. Não foi bem sucedido, no entanto, pois mais tarde foi julgado pela Inquisição e seu livro foi proibido pelo Index Librorum Prohibitorum. (AU)

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