| Processo: | 13/22937-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Engenharia de Água e Solo |
| Pesquisador responsável: | José Euclides Stipp Paterniani |
| Beneficiário: | José Euclides Stipp Paterniani |
| Instituição Sede: | Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Pesquisadores associados: | Maria Do Carmo Bittencourt de Oliveira ; Selma Gouvêa de Barros |
| Assunto(s): | Tratamento de água Poluição da água por micro-organismos Cianobactérias Filtração lenta Moringa oleifera Imunoensaio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cianobactérias | Filtração lenta | Moringa oleifera | Tratamento de água |
Resumo
Cianobactérias são organismos formadores de florações em mananciais de captação de água para consumo humano e representam uma séria preocupação para Saúde Pública por produzirem cianotoxinas altamente hidrossolúveis. A Portaria no2914/2011 do Ministério da Saúde proibiu o uso de algicidas em águas utilizadas para abastecimento humano, pois tais produtos causam a lise celular e liberam altas concentrações de microcistinas (MCs) na água. Esta mesma legislação manteve o limite máximo tolerável de 1,0 ¼g.L-1 de microcistina-LR (MC-LR) na água tratada recomendada pela Organização Mundial de Saúde. A microcistina, a mais conhecida e estudada cianotoxina com efeitos hepatotóxicos é produzida e liberada parcialmente no meio aquático, existindo as frações de MCs intra e extracelular. A planta arbórea Moringa oleífera é conhecida por produzir sementes com capacidade de coagulação de partículas suspensas. Alguns estudos indicaram sua eficiência na remoção de células de cianobactérias e também seu potencial cianobactericida. Outros estudos indicaram a capacidade de remoção de cianobactérias e suas toxinas com uso de filtros lentos, uma tecnologia de tratamento de água de baixo custo e fácil operação. A associação do filtro lento com a manta sintética não tecida diminui ainda mais o custo da filtração lenta. No presente projeto serão realizados ensaios de coagulação/floculação de sementes de moringa e cianobactérias em concentrações comparáveis àquelas de florações naturais, com auxílio de aparelho jar-test. Além disso, serão realizados ensaios de filtração lenta com água contendo microcistinas dissolvidas associadas à manta sintética não tecida. A quantificação de células de cianobactérias será realizada por contagem direta em microscópio óptico e a quantificação de microcistinas será realizada por imunoensaios ELISA, além da obtenção da turbidez do efluente dos testes. Espera-se que a retenção e degradação de microcistinas intra e extracelular atinja a concentração máxima permitida na legislação brasileira. (AU)
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