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Estudo dos mecanismos pelos quais a suplementação com semente de girassol aumenta a taxa de concepção em fêmeas bovinas

Resumo

A suplementação com ácidos graxos poliinsaturados (AGPI), dentre estes compostos ricos em ácido linoléico (AL), favorece a performance reprodutiva em fêmeas bovinas. Contudo, os mecanismos determinantes de tal efeito são pouco conhecidos. Dentre as fontes de AL inclui-se a semente de girassol (Helianthus annuus L.). Em estudos prévios, realizados por este grupo, verificou-se que a suplementação com semente de girassol durante 22 dias, em vacas Nelore submetidas à IATF (Proc. FAPESP no 2007/04539-0) e em novilhas mestiças zebuínas submetidas à TETF de embriões produzidos in vitro (Proc. FAPESP no 2011/12595-3; Proc. FAPESP no 2011/1444-2), aumentou a taxa de concepção em 18,91% (66,67% vs. 47,76%; p<0,05) e 18,72% (55,66% vs. 36,94%; p<0,01) respectivamente (CORDEIRO et al., Theriogenology, 2015, v. 83, p. 1461-68). A região Centro-Oeste do Brasil detém 32% das fêmeas bovinas de corte e consagrou-se como maior produtora de semente de girassol; tornando tais resultados economicamente promissores. Fazendo uma análise retrospectiva das investigações já realizadas com os AGPI na performance reprodutiva de fêmeas bovinas, a maioria prioriza os efeitos da gordura protegida e em rebanhos leiteiros. Em tais estudos, os efeitos na taxa de concepção tornaram-se contraditórios e muitas vezes diferiram quando o mesmo tratamento foi comparado por diferentes autores. Considerando que, em ambos os estudos realizados por este grupo, houve incremento bastante similar na taxa de concepção, conclui-se que o fornecimento da semente de girassol constitui um excelente modelo experimental de estudo, para se avaliar os mecanismos pelos quais a suplementação com AGPI, especificamente a semente de girassol, promove o aumento da taxa de concepção em fêmeas bovinas de corte. Considerando que o incremento na taxa de concepção foi similar quando tal suplementação foi associada a programas de IATF e TETF, e que em experimentos prévios não houve incremento nas concentrações plasmáticas de progesterona, a hipótese é que tal suplementação aumenta a taxa de concepção por promover efeitos no concepto, microambiente uterino e tecido endometrial embora não promova efeitos no embrião até o 7o dia de desenvolvimento e no corpo lúteo. O entendimento de tais mecanismos poderá auxiliar na elaboração de novas estratégias que possam aumentar a taxa de concepção em programas de IATF e TETF através da utilização de AGPI específicos. (AU)

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