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Pegando as migalhas: estratégia de forrageamento da abelha sem ferrão Tetragonisca angustula

Processo: 16/22861-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisador Visitante - Internacional
Vigência: 01 de março de 2017 - 02 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Denise de Araujo Alves
Beneficiário:Denise de Araujo Alves
Pesquisador visitante: Francis Leonard Waldemar Ratnieks
Inst. do pesquisador visitante: University of Sussex (US), Inglaterra
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba, SP, Brasil
Assunto(s):Sociobiologia  Comportamento de forrageamento animal  Abelhas  Meliponini  Intercâmbio de pesquisadores 

Resumo

As abelhas forrageiam por néctar e pólen. Diferentes espécies de plantas com flores atraem diferentes espécies de abelhas. Pesquisas anteriores mostraram que essa variação depende da economia de forrageamento. O forrageamento de algumas espécies de abelhas pode ser mais 'rentável' do que o de outras em uma dada espécie de planta. Por exemplo, as mamangavas (Bombus spp.) são três vezes mais rápidas nas visitas às flores de lavanda do que as abelhas melíferas (Apis mellifera) e, assim, obtêm maiores taxas de retornos rentáveis em seu forrageamento, embora sejam maiores corporalmente. Tetragonisca angustula é uma abelha sem ferrão (Meliponini) comumente encontrada no Estado de São Paulo e na maior parte da América tropical e subtropical. Essa espécie é pequena corporalmente, com apenas 3mg, quando comparada à A. mellifera, com 59mg. Como resultado, T. angustula deve ser capaz de forragear com maior 'rentabilidade' em recursos nectaríferos que são individualmente muito limitados (i.e., com baixas quantidades de energia) para as abelhas corporalmente maiores, graças aos seus maiores 'custos operacionais' (i.e., maior gasto energético devido ao maior tamanho corporal). Este projeto investigará essa estratégia de "pegar de migalhas" de T. angustula e como ela permite que esses insetos forrageiem em espécies de plantas com flores que são ignoradas pelas abelhas melíferas e também por outras espécies de abelhas corporalmente maiores. O projeto consistirá em trabalho de campo na ESALQ-USP, em Piracicaba, Estado de São Paulo. Manchas de 15 espécies de plantas com flores serão avaliadas para determinar quais são as espécies de abelhas as visitam, bem como a quantidade de néctar disponível por flor. Ao determinar os pesos corporais, as velocidades de forrageamento (número de flores visitadas por minuto) e o comportamento de forrageamento (proporção de tempo gasto voando, andando, em pouso) das diferentes espécies de abelhas, será calculado o 'orçamento' energético para T. angustula, A. mellifera e outras espécies de abelhas de acordo com as plantas visitadas. Esses 'orçamentos' energéticos serão utilizados para testar a predição de que T. angustula, mas não A. mellifera, é capaz de se alimentar de forma lucrativa em espécies de plantas com baixa recompensa de néctar. O projeto será realizado pelo Prof. Francis Ratnieks (University of Sussex, Inglaterra), e dois de seus alunos de Doutorado, em colaboração com a Dra. Denise Alves e o Prof. José Maurício Bento (Departamento de Entomologia e Acarologia, ESALQ-USP, Piracicaba, SP) e seus alunos de Pós-Graduação. Os resultados serão uma contribuição importante para a compreensão da ecologia de forrageamento das abelhas, como também pelo seu valor aplicado, especialmente na utilização de abelhas sem ferrão para a polinização de culturas agrícolas no Brasil. Os resultados desse projeto serão publicados como um artigo científico em revista científica internacional. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Abelhas coordenam estratégia de defesa da colmeia  
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