| Processo: | 17/05301-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal |
| Pesquisador responsável: | Paulo Henrique Mazza Rodrigues |
| Beneficiário: | Paulo Henrique Mazza Rodrigues |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Suplementação alimentar Bovinocultura Digestibilidade Emissão de gases Gases do efeito estufa Metano Sustentabilidade Aquecimento global |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aditivo | aquecimento global | Metano | Nutrição | ruminantes | Sustentabilidade | Nutrição de animais ruminantes |
Resumo
O acúmulo de gases causadores do efeito estufa (GEE) na atmosfera continua sendo um tópico de interesse científico e público no mundo todo. O aumento destes tem sido considerado como uma das principais causas do aquecimento global. Dentre os gases de efeito estufa, o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e o dióxido de carbono (CO2) são os mais importantes no âmbito da atividade agropecuária. Neste contexto, a agricultura nacional, especialmente a pecuária bovina brasileira, tem sido alvo de inúmeras críticas relacionadas ao aquecimento global, isto porque, no Brasil, os bovinos representam 83,9% de toda a produção pecuária e, por outro lado, o país apresenta o segundo maior rebanho bovino do mundo. A manipulação da fermentação ruminal com o objetivo de reduzir as emissões de GEE pode ser realizada mediante estratégias nutricionais. Porém, para isto, cabe aos pesquisadores da área levar em consideração que a produção de metano é diretamente proporcional à concentração de H2 dissolvida, sendo então um ponto do processo da metanogênese que ainda deve ser trabalhado, a fim de direcionar o H2 dissolvido para processos produtivos, evitando assim perdas energéticas através da produção de metano entérico e, consequentemente, a partir de dejetos dos ruminantes. Diante deste contexto, o presente projeto visa avaliar a interação entre a adição de diferentes aditivos e suplementos alimentares (coquetel de aditivos) na nutrição de ruminantes como manipuladores da cinética e a fermentação ruminal, assim como da microbiota contida neste órgão. Da mesma forma, visa-se a avaliação de diferentes estratégias nutricionais para mitigação das emissões de metano via fermentação entérica, determinada pela técnica ex-situ (micro-rúmen) de mensuração de metano. Cinco experimentos e cinco sub-experimentos comporão o presente projeto de pesquisa. Serão avaliados parâmetros ingestivos (consumo de matéria seca e comportamento ingestivo), digestivos (digestibilidade aparente total e excreção de nutrientes), de cinética ruminal (taxa de passagem, de desaparecimento e de degradabilidade ruminal), de fermentação ruminal (ácidos graxos de cadeia curta, metano, pH ruminal e nitrogênio amoniacal), a caracterização da população de arqueas e protozoários no rúmen, assim como o balanço de nitrogênio. A produção de CH4 e de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) será determinada pela técnica ex-situ. Desta forma, objetiva-se relacionar e mensurar a produção de metano com os demais parâmetros de fermentação ruminal através da perda de energia relativa (PER) em um mesmo momento. Adicionalmente, será avaliada a produção de CH4, N2O e CO2 nas fezes dos animais por meio de biodigestores confeccionados para essa finalidade. Espera-se que as interações entre as diferentes ferramentas nutricionais apresentem efeitos sinérgicos (também conhecidos como potencialização) ou pelo menos aditivos na diminuição da emissão de gases de efeito estufa por ruminantes. (AU)
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