Resumo
Funções executivas, um conjunto de processos cognitivos envolvidos na autorregulação do comportamento, maturam na adolescência, período marcado por outras mudanças fisiológicas que também afetam a cognição, como os padrões de sono. Ter desempenho executivo deficitário nesta fase de vida se traduz em vulnerabilidade e impacta o futuro dos jovens em termos de qualidade de vida e de saúde, desempenho acadêmico, comportamento antissocial, entre outros. Até que ponto a cultura e o status socioeconômico influenciam este desenvolvimento é pouco estudado e incerto. O tema do presente estudo é centrado na avaliação de uma gama de funções executivas necessárias para resolução de problemas cognitivos (funções executivas frias) e socioemocionais (funções executivas quentes) durante o início da adolescência. Tomaremos em consideração não só a idade, mas também o desenvolvimento puberal, cronótipo e padrões de sono, bem como a base sociocultural, estudando jovens do Brasil e do Irã, países com acentuada desigualdade social. Somente medidas comportamentais de domínio público e que não envolvam equipamentos complexos serão utilizadas para democratizar a reprodutibilidade dos achados. O estudo será transversal e incluirá mais de 300 participantes de 9 a 15 anos de idade provenientes de uma gama de contextos socioeconômicos. Fatores suscetíveis a intervenções para melhorar as funções executivas na adolescência serão determinados e os resultados serão divulgados à comunidade científica e ao público em geral. (AU)
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