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Caracterização Estrutural e Funcional de uma Fosfolipase A2 não complexada, inter-cro, isolada do veneno de Crotalus durissus terrificus: Avaliação das atividades analgésica e antitumoral

Processo: 07/02726-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:José Roberto Giglio
Beneficiário:Lara França Vieira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/54855-0 - Toxinas animais: estrutura, função e aplicações biotecnológicas, AP.TEM
Assunto(s):Venenos de serpentes   Crotalus durissus terrificus   Fosfolipases A2

Resumo

Os acidentes ofídicos são muito comuns em várias regiões do mundo, destacando-se as regiões tropicais e subtropicais. O gênero Crotalus está representado no Brasil por uma única espécie, Crotalus durissus, que tem uma ampla distribuição geográfica. A mais comum é a Crotalus durissus terrificus, conhecida popularmente como Cascavel Sul-americana. A peçonha da serpente Crotalus d. terrificus possui as seguintes atividades: miotóxica, neurotóxica, nefrotóxica e hematotóxica. Estudos neurofarmacológicos têm demonstrado a atividade analgésica de peçonhas de serpentes e de substâncias isoladas delas. Algumas frações isoladas de peçonhas de serpentes revelam uma atividade citolítica direta nas células tumorais. Este trabalho tem como objetivo o isolamento de uma fosfolipase A2 não complexada, denominada inter-cro, do veneno de Crotalus d. terrificus, e sua caracterização funcional e estrutural abordando caracterização bioquímica (massa molecular, ponto isoelétrico e composição em aminoácidos), caracterização estrutural (seqüência completa de aminoácidos e síntese química de peptídeos) e caracterização funcional (atividades enzimáticas - fosfolipase A2, e anticoagulante; biológicas; miotóxica, neurotóxica e indução de edema; e atividades de interesse farmacológico; analgesia e antitumoral). Muitas fosfolipases A2 de peçonha de serpentes, já purificadas e caracterizadas, apresentam promissores usos clínicos. O estudo dessas novas enzimas abre perspectivas para o desenvolvimento de drogas eficazes no tratamento e prevenção de várias desordens. As grandes perspectivas esperadas do presente trabalho originam-se da possibilidade de se utilizar toxinas da peçonha da serpente Crotalus durissus terrificus, ou fragmentos sintéticos da mesma, como modelos moleculares para a síntese de novos analgésicos e/ou drogas antitumorais.