| Processo: | 10/00885-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Fernando Cendes |
| Beneficiário: | Alfredo Damasceno |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Neurologia Esclerose múltipla Esclerose múltipla recidivante-remitente Espectroscopia de ressonância magnética nuclear |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Esclerose Múltipla | neuroimunologia | Ressonância Magnética | Neurologia |
Resumo A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e desmielinizante que afeta o sistema nervoso central, desencadeada pela interação entre fatores genéticos e ambientais. Nos últimos anos, as técnicas de neuroimagem tem contribuído bastante para o diagnóstico e entendimento da doença, permitindo ver que, apesar do predomínio desmielinizante na EM, existe uma importante degeneração axonal, com patologia cortical e atrofia significativa da substância cinzenta. Esta atrofia cortical parece contribuir substancialmente para a incapacidade motora e cognitiva, mas suas relações com fatores clínicos, imunológicos ou hormonais ainda não foram completamente estudadas. Atualmente, estima-se que a doença afete cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo e vários estudos epidemiológicos mostram um aumento contínuo de sua incidência nas últimas décadas, principalmente em países desenvolvidos. A influência das mudanças ocorridas no meio-ambiente tem sido usada para explicar a marcante variação latitudinal na prevalência da EM. Diversos fatores climáticos, hormonais e infecciosos poderiam contribuir para essa variação latitudinal. Fatores hormonais relacionados à exposição solar, como os níveis de melatonina, por exemplo, podem ser responsáveis pelas variações sazonais encontradas na doença. Este hormônio, fundamental no eixo imune-pineal, também contribui para a montagem e a cessação da resposta inflamatória. Dessa maneira, é nosso objetivo estudar a taxa de atrofia cortical e redução da espessura cortical e suas relações com fatores clínicos e imunológicos em pacientes com EM. Serão avaliados pelo menos 20 pacientes com EM recidivante-remitente (EMRR). Todos eles serão acompanhados por um período de 24 meses e passarão por exame neurológico, bateria de testes neuropsicológicos, avaliação da resposta imunológica no sangue e no LCR, dosagem de melatonina na urina, assim como ressonância magnética cerebral. Esta mesma avaliação será realizada em um grupo controle constituído de pelo menos 10 indivíduos normais para comparação. Esperamos encontrar relação entre a redução da espessura cortical e da atrofia cerebral com os diversos fatores clínicos e imunológicos avaliados. Alem disso, esperamos encontrar relação entre os níveis de melatonina e o padrão da resposta imunológica, bem como descobrir fatores na resposta imunológica que estejam relacionados a um pior curso clinico da doença. (AU) | |
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