| Processo: | 10/05300-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo |
| Pesquisador responsável: | Heitor Cantarella |
| Beneficiário: | Vitor Paulo Vargas |
| Instituição Sede: | Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 08/56147-1 - (bioen/pronex fapesp) nitrogen nutrition of sugarcane with fertilizers or diazotrophic bacteria, AP.BIOEN.TEM |
| Assunto(s): | Fertilidade do solo Fixação biológica de nitrogênio Nitrogênio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Balanço Ambiental do etanol | fixação biológica de nitrogênio | Inibidores de nitrificacao | Nitrogênio | Suprimento de Carbono | Fertilidade do Solo |
Resumo As razões para a produção de biocombustíveis incluem a segurança energética e a redução da produção de gases de efeito estufa (GEE). O óxido nitroso (N2O) liberado durante a produção de cana-de-açúcar é um dos componentes do balanço ambiental da produção de etanol, pois este gás representa um efeito 296 vezes maior do que o CO2 em termos de potencial de aquecimento global. Os fertilizantes nitrogenados são fontes importantes de N2O antropogênico. Os valores de emissão de N2O a partir de fertilizantes obtidos na literatura são controversos e variam de 0,5 a 7% do N aplicado no solo. Para a cultura da cana-de-açúcar as informações sobre emissões de N2O são escassas, especialmente em áreas com o sistema de colheita sem despalha a fogo. Além disso, não existe na literatura dados a respeito de emissões de N2O a partir de cana-de-açúcar inoculada com bactérias dizotróficas endofíticas, que têm a capacidade de associar-se com a planta e fixar N2 atmosférico. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo geral quantificar as emissões de N2O a partir de solos contrastantes, cultivados com cana-de-açúcar e em função da adubação nitrogenada, utilizando-se fontes minerais e inoculação de bactérias para suprimento de N. O acúmulo de resíduos de cana-de-açúcar sobre a superfície do solo altera propriedades físicas, químicas e biológicas. Estas alterações podem influenciar as reações dos fertilizantes nitrogenados no solo e as emissões de óxido nitroso. Além disso, espera-se compreender melhor como a presença da palha resultante do sistema de colheita sem queima, associado à temperatura, à umidade, ao fertilizante nitrogenado mineral e ao uso de inibidores de nitrificação afeta os fluxos de N2O. Avaliações de emissões de N2O, CO2 e CH4 serão realizadas em três experimentos de campo e as de N2O em três ensaios adicionais conduzidos em laboratório sob condições controladas. Em dois locais, em campo, câmaras para a coleta de gases serão instaladas em parcelas experimentais com tratamentos que incluem duas doses de N (60 e 90 kg ha-1 na cana planta e 100 e 150 kg ha-1 na cana soca) e inoculação de bactérias diazotróficas em parcelas tratadas com as menores doses de N e no tratamento testemunha, sem N. A fonte de N será o nitrato de amônio e o inoculante utilizado, uma mistura de estirpes de bactérias diazotróficas desenvolvida e fornecida pela Embrapa Agrobiologia. A amostragem dos gases N2O, CO2 e CH4 será feita após a aplicação dos adubos nitrogenados, considerando o primeiro cultivo (cana planta) e duas soqueiras, por ocasião da aplicação do fertilizante nitrogenado e após 2, 4, 6, 8, 12, 16 e 20 dias, bem como a cada dois meses durante o restante do ciclo da cultura. Os gases coletados serão analisados por meio de cromatografia gasosa. Nos experimentos sob condições controladas os tratamentos consistirão da variação de temperatura, da variação da umidade do solo, da presença de palha e do uso de inibidor de nitrificação associado ao fertilizante nitrogenado. Os solos serão incubados em câmaras de PVC com tampas contendo válvulas para a amostragem dos gases. Os resultados da presente pesquisa deverão contribuir para o aprimoramento dos inventários de emissão de gases do efeito estufa pelo setor sucroalcooleiro brasileiro. (AU) | |
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