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Desenvolvimento de propulsor catalítico utilizando propelentes pré-misturados

Processo: 10/11198-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Aeroespacial - Propulsão Aeroespacial
Pesquisador responsável:Jose Miraglia
Beneficiário:Jose Miraglia
Empresa:Guatifer Usinagem e Ferramentaria Ltda (Guatifer)
Vinculado ao auxílio:09/52623-6 - Desenvolvimento de propulsor catalítico utilizando propelentes pré-misturados, AP.PIPE
Assunto(s):Foguetes   Propulsão de aeronaves   Propelentes   Peróxido de hidrogênio   Hidrazinas

Resumo

O Brasil necessita urgentemente capacitar-se na tecnologia de motores foguete a propelente líquido, tanto para utilização em satélites quanto em veículos lançadores. Os propelentes líquidos atualmente utilizados pelo Brasil estão restritos à utilização no controle de atitude de satélites e injeção orbital, e são a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, extremamente caros e altamente tóxicos. Os propelentes pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio e etanol e os sistemas bipropelentes utilizando a mesma combinação se revelam uma solução inovadora e bastante promissora conforme demonstrado na Fase I. O objetivo do projeto na Fase I visou à construção de seis propulsores catalíticos com 10 N de empuxo para avaliação dos propelentes pré-misturados a base de peróxido de hidrogênio e etanol, o qual foi atingido verificamos total viabilidade técnica do propelente em relação à hidrazina e a possibilidade do desenvolvimento de propulsores maiores.No PIPE Fase II propusemos a construção de dois motores foguetes catalíticas de maior porte, 100 N e 1000 N de empuxo, visando ás necessidades mais imediatas do programa espacial brasileiro e possibilitando a utilização de um propelente 100% nacional, ecológico e totalmente seguro.Testes com os propelentes pré-misturados utilizando peróxido nos motores de 10 N desenvolvidos e construídos na Fase I ainda serão feitos para aperfeiçoamento. O propulsor com 100 N de empuxo utilizará os propelentes pré-misturados, avaliaremos a utilização de catalisador cerâmico, desenvolvido na Fase I, e metálico. O propulsor com 1000 N de empuxo utilizará o bipropelente peróxido de hidrogênio/etanol com o catalisador dissolvido diretamente no etanol e injetor tipo "pintle".Deste projeto serão elaboradas patentes referentes ao propelente pré-misturado que é uma opção 100% nacional para uma eventual substituição da hidrazina e dos bipropelentes NTO/MMH e LOX/Querosene. Ao final Fase II os seguintes resultados são esperados: total avaliação e testes dos propelentes pré-misturados; propulsor com propelente pré-misturado de 10 N de empuxo totalmente testado; propulsor com propelente pré-misturado de 100 N de empuxo; propulsor bipropelente com injetor tipo "pintle" de 1000 N de empuxo; caracterização do melhor catalisador cerâmico e líquido. Teremos propulsores com tecnologia 100% nacional com custos produtivos bastante competitivos. Durante a Fase I e até o final da Fase II teremos adquirido um conhecimento muito importante a respeito do peróxido de hidrogênio e sua utilização como monopropelente, propelente pré-misturado e bipropelente, conhecimento este muito necessário para o desenvolvimento de propulsores líquidos de maior porte. A Guatifer vislumbra o desenvolvimento e construção de propulsores de dezenas de toneladas de empuxo para utilização em foguetes de sondagem e futuro lançador de satélites, a experiência da Fase II será fundamental para continuidade das pesquisas e desenvolvimento de novos propulsores. (AU)