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Diversidade funcional das metaloproteinases presentes no veneno de Bothrops neuwiedi: isolamento de SVMPs das classes P-II e P-III que induzem alterações na hemostasia

Processo: 10/14570-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Ana Maria Moura da Silva
Beneficiário:Juliana Lech Bernardoni
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicologia   Plaquetas sanguíneas   Metaloproteinases   Coagulação   Hemostasia   Venenos

Resumo

As metaloproteinases de venenos de serpentes (SVMPs) são enzimas abundantes em venenos de serpentes da família Viperidae e responsáveis por grande parte dos sintomas do envenenamento. Sua ação está relacionada com a proteólise dos componentes da matriz extracelular, proteínas plasmáticas e proteínas de superfície celular. Além disso, as SVMPs são capazes de interagir com receptores de plaquetas, células endoteliais, células inflamatórias e fibroblastos, ativando ou inibindo a resposta celular. Essa ampla gama de atividades biológicas está relacionada com a diversidade estrutural dessa família de proteínas, decorrente de um processo de evolução acelerada. Para melhor entender a diversidade funcional das SVMPs, iniciamos recentemente em nosso laboratório estudos com o veneno de serpentes do Complexo Bothrops neuwiedi. Analisando o cDNA obtido a partir da glândula de veneno, pudemos constatar a diversidade gênica e prever a existência de novas SVMPs no veneno como disintegrinas tipo RGD com posicionamento de cisteínas ainda inédito, um precursor de SVMP com domínio catalítico de uma P-III ativadora de pró-trombina e um domínio RGD-disintegrina, além de duas sequências distintas de SVMPs da classe P-III. Nosso objetivo neste projeto é caracterizar a presença dessas proteínas inéditas no veneno de B. neuwiedi e avaliar sua ação nos distúrbios hemostáticos típicos do envenenamento botrópico. Com essa abordagem, poderemos compreender melhor a diversidade das SVMPs no Complexo B. neuwiedi e identificar SVMPs com ações fisiopatológicas distintas das descritas anteriormente.

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