| Processo: | 12/00217-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Luciana Venturini Rossoni |
| Beneficiário: | Aldair de França Neto |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Hipertensão Remodelação vascular Ouabaína Fisiologia cardiovascular Endotélio vascular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Artéria de Resistência | Endotélio Vascular | hipertensão arterial | Mecânica Vascular | Ouabaína | remodelamento vascular | Fisiologia cardiovascular |
Resumo A hipertensão arterial (HA) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, a qual se associa frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos alvo e a alterações metabólicas. Sabe-se que 50% dos pacientes com HA primária ou essencial têm concentrações plasmáticas elevadas de ouabaína (OUA) endógena e, além do mais, a administração exógena desse digitálico em animais leva ao desenvolvimento de HA. Tem sido demonstrado que a HA induzida pelo tratamento crônico de ratos com OUA está relacionada com hiper-reatividade na função vascular, aumento da resistência periférica vascular e remodelamento de arteríolas nos animais hipertensos. Ao longo dos anos o nosso grupo de pesquisa tem demonstrado a participação dos sistemas renina-angiotensina (SRA) e endotelina (ET), e a liberação de prostanóides vasoconstritores derivados da ciclooxigenase (COX), como o tromboxano A2 (TxA2) e PGH2, na gênese e/ou manutenção da HA e nos ajustes da função vascular observados após o tratamento crônico com OUA. Dessa forma sabe-se que a ativação tanto do SRA como ET está relacionada à resposta hipertensora nos animais tratados durante cinco semanas com OUA, no entanto o sistema ET assim como o TxA2/ PGH2 parecem estar associados aos ajustes na função vascular observada nesses animais. Além do mais, o nosso grupo de pesquisa publicou que as artérias mesentéricas de resistência dos animais hipertensos induzidos por OUA apresentam alterações estruturais e mecânicas que corroboram com a elevação da resistência vascular periférica e, consequentemente, com a HA observada nesses animais. Porém, os mecanismos associados à gênese desse remodelamento arterial ainda são desconhecidos. No entanto, sistemas como o SRA e ET e a associação desses com a via da COX podem ser possíveis sistemas envolvidos no remodelamento vascular dos animais tratados cronicamente com OUA. Assim esse projeto tem por objetivo estudar a influência dos sistemas SRA e ET e de prostanóides derivados da COX no remodelamento vascular em artérias mesentéricas de resistência de animais com HA induzida pelo tratamento durante cinco semanas com OUA. | |
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