| Processo: | 10/18380-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Luciana Venturini Rossoni |
| Beneficiário: | Luciana Venturini Rossoni |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Vagner Roberto Antunes |
| Assunto(s): | Fisiologia cardiovascular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Artéria de Resistência | Controle autonômico | disfunçao endotelial | hipertensão arterial | Hipertensão DOCA-Sal | Ouabaína | Fisiologia Cardiovascular |
Resumo
A hipertensão arterial é uma enfermidade cardiovascular caracterizada por um aumento da resistência vascular periférica, na qual as artérias de resistência e a ativação do sistema nervoso simpático desempenham importante papel. A partir da década de 80, tem sido demonstrado que a hipertensão arterial, tanto em humanos como em modelos animais experimentais (p. ex., hipertensão Doca-sal), cursa com aumento dos níveis plasmáticos de um fator inibidor da Na+K+-ATPase, cuja identidade foi revelada como sendo a ouabaína. A partir de 1993, vários trabalhos demonstraram que o tratamento crônico com ouabaína em ratos induz hipertensão arterial, a qual parece estar associada à ativação de vias simpatoexcitatórias e mecanismos periféricos cardíacos, renais e vasculares. Em 1998, Ferrari e colaboradores desenvolveram uma nova molécula denominada de rostafuroxina (PST 2238) (17²-(3-furil)-5²-androstana-3²,14²,17±-triol) capaz de antagonizar os efeitos da ouabaína por deslocar a ligação específica desse glicosídeo com a Na+K+-ATPase. Embora muito tenha sido demonstrado sobre os mecanismos envolvidos na gênese e/ ou manutenção da hipertensão arterial induzida por ouabaína em ratos Wistar, questionamentos quanto aos efeitos da ouabaína endógena sobre esta enfermidade ainda existem e merecem atenção. Baseado em tais premissas, fica clara a importância de investigar, profundamente, a interferência de ferramentas farmacológicas que atenuem ou até mesmo revertam os efeitos da ouabaína endógena sobre o processo hipertensivo e que atestem a sua real contribuição para a instalação e/ ou manutenção da hipertensão arterial. Dessa forma, sabendo-se da participação fundamental do território vascular e do sistema nervoso simpático no controle da pressão arterial, no presente projeto de pesquisa buscar-se-á avaliar o papel da ouabaína endógena, por meio do uso de um fármaco inibidor das ações desse glicosídeo, a rostafuroxina, sobre a pressão arterial e a frequência cardíaca, a reatividade vascular em artérias mesentéricas de resistência e a atividade simpática do nervo esplâncnico em um modelo de hipertensão arterial (ratos DOCA-Sal). Dentro desse contexto, parece razoável assumir que um anti-hipertensivo capaz de antagonizar os efeitos da ouabaína endógena possa representar uma nova e específica ferramenta farmacológica para o tratamento da hipertensão arterial. (AU)
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