| Processo: | 12/01764-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores |
| Pesquisador responsável: | Adriano Pinter dos Santos |
| Beneficiário: | Angela Carolina Guillen |
| Instituição Sede: | Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Amblyomma Epidemiologia Rickettsia rickettsii Carrapatos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amblyomma aureolatum | carrapato | Epidemiologia | febre maculosa brasileira | Rickettsia rickettsii | Turdus | Ixodologia |
Resumo Os carrapatos são considerados importantes vetores de um grande números de agentes infecciosos. No Brasil, cuja fauna ixodológica é composta por 54 espécies de carrapatos a literatura é muito escassa, apenas a Febre Maculosa Brasileira e a Febre da Mata Atlântica são reconhecidas zoonoses transmitidas por carrapatos no país. A Febre Maculosa Brasileira tem como agente infeccioso a bactéria da espécie Rickettsia rickettsii que é transmitida primariamente por carrapatos do gênero Amblyomma, sendo que na região Metropolitana da Cidade de São Paulo, o vetor é o carrapato Amblyomma aureolatum. De modo geral, as espécies de riquétsias associadas a carrapatos são transmitidas entre gerações por transmissão transovariana e se perpetuam transestadialmente, no entanto, para R. rickettsii, estes mecanismos são menos eficientes, pois a infecção pode diminuir a capacidade reprodutiva de fêmeas adultas de carrapatos, podendo ser, inclusive, letal. Sendo assim, esses mecanismos não devem ser suficientes para a manutenção dessa espécie de bactéria. Modelos de transmissão mostram que os animais vertebrados, hospedeiros naturais dos carrapatos, devem assumir um papel fundamental na amplificação horizontal da infecção por R. rickettsii, mas ainda não é clara a participação de algumas espécies de animais vertebrados hospedeiros para os carrapatos como amplificadores da bactéria. As aves passeriformes, em especial o Sabiá (Turdus sp), são hospedeiras naturais das fases imaturas de A. aureolatum, podendo assim ser uma importante fonte de amplificação da bactéria na população de carrapatos, no entanto esta hipótese nunca foi testada em laboratório para hospedeiros de carrapatos da América do Sul. O potencial papel das aves passeriformes como amplificadoras da bactéria pode estar ligado à infecção sistêmica, de forma que a bactéria R. rickettsii se dissemine pelo tecido endotelial vascular do animal e seja acessada por carrapatos durante a fase de alimentação ou a transmissão pode se dar pelo fenômeno da coalimentação, já descrito para carrapatos, onde estes se infectam durante a alimentação no hospedeiro mesmo sem a presença de infecção sistêmica no animal, nesta situação carrapatos suscetíveis se alimentam no mesmo sítio de carrapatos infectados, assim a bactéria é transferida de um carrapato para outro através do sítio de alimentação. A despeito da importância da amplificação horizontal em carrapatos, esta hipótese jamais foi testada em aves, importantes hospedeiros para fases imaturas de carrapatos. O presente estudo usará ensaios biológicos em laboratório e técnicas de biologia molecular para testar a hipótese de que aves sejam competentes amplificadoras e tenham potencial papel na cadeia de transmissão da R. rickettsii. (AU) | |
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