| Processo: | 12/17806-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia |
| Pesquisador responsável: | Hélio Rebello Cardoso Júnior |
| Beneficiário: | Roberto Duarte Santana Nascimento |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Instituições sociais Gilles Deleuze Pierre Bourdieu Filosofia da diferença Feminino |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | feminino | filosofia da diferença | Gabriel Tarde | Gilles Deleuze | instituições sociais | Pierre Bourdieu | Conceitos operacionais |
Resumo A crítica à noção de feminino não é uma problemática isolada na filosofia de Gilles Deleuze. Acreditamos ser algo que, tendo em vista diferentes conexões conceituais ao longo de sua obra e as ressonâncias destas com algumas ideias que nos aportam autores de diferentes domínios, pode ser pensado de maneira original, desvencilhando-se das naturalizações correntes no senso comum. É neste sentido que pretendemos evidenciar e desenvolver nesta pesquisa o diálogo entre Deleuze e os sociólogos Pierre Bourdieu e Gabriel Tarde. Com efeito, se, quando considerada em uma perspectiva geral, a sociologia bourdieusiana pode ser considerada "demais molar" para "seduzir" Deleuze, como sugerem Sasso e Villani (2003), no que toca a ideia de construção social do feminino e a relação de desqualificação entre os sexos, entretanto, o olhar microanalítico de Bourdieu ajuda-nos a adentrar na sutileza de hábitos, práticas e simbologias que reproduzem certa ideia de feminino no correr de diferentes épocas. E, de outro lado, se Bourdieu contribui para enriquecer nossa leitura do texto deleuziano, levando a certos temas desta filosofia (tais como o da captura da produção desejante, dos controles biopolíticos, dos processos histórico-sociais de subjetivação, etc.) o problema concreto e urgente da dominação a que estão subjugadas as mulheres frente a uma organização social androcêntrica, acreditamos que Deleuze, por sua vez, pode levar aos textos bourdieusianos instrumentos para repensar a problemática enunciada, considerando-a para além de supostos determinismos sociológicos, uma vez que alcança, sob a binaridade das grandes estruturas, sua molecularidade produtora irredutível. A possibilidade deste diálogo entre os autores se torna mais consistente quando consideramos a relevância que Deleuze atribui à microssociologia de Gabriel Tarde, cuja parceria teórica é um importante intercessor para se pensar o feminino como um produto histórico oriundo de determinada confluência entre fluxos inconscientes e o regime de organização social. | |
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