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Respostas hemodinâmicas à estimulação elétrica do nervo depressor aórtico em ratos com insuficiência cardíaca

Processo: 12/23672-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helio Cesar Salgado
Beneficiário:Tomás de Oliveira Castro Teixeira Pinto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Insuficiência cardíaca   Nervo depressor aórtico   Estimulação elétrica   Barorreflexo   Hemodinâmica   Modelos animais

Resumo

INTRODUÇÃO: A insuficiência cardíaca (IC) pode ocorrer como conseqüência de certas moléstias cardiovasculares, e consiste de uma disfunção do ventrículo esquerdo (VE), caracterizada pela redução da contratilidade do miocárdio e do débito cardíaco, com aumento do volume diastólico final do VE e redução da reserva cardíaca funcional. No modelo experimental em ratos, a IC é usualmente induzida pelo infarto agudo do miocárdio (IAM). Entre 2-6 semanas após o IAM abrangendo 40-50% do VE, os ratos apresentam alterações cardíacas típicas da IC tais como anatômicas, funcionais, hemodinâmicas, autonômicas e humorais. A hiperatividade simpática, característica da IC, pode ser detectada seis semanas após o IAM e está associada à redução da sensibilidade dos reflexos simpato-inibitórios, como o barorreflexo arterial. O barorreflexo é o principal responsável pela manutenção da pressão arterial (PA) em uma faixa de variação relativamente estreita. O controle barorreflexo é de grande importância sobre a modulação autonômica cardiovascular na IC, uma vez que nessa condição ele se apresenta atenuado e sua via eferente, o sistema nervoso autônomo, está alterada. A atenuação do barorreflexo pode ocorrer em qualquer sítio do arco reflexo, envolvendo terminações aferentes barorreceptoras, estruturas neurais centrais ou mecanismos neuroefetores. Estudos mostraram redução da PA e freqüência cardíaca (FC) após a estimulação elétrica do barorreflexo devido à diminuição da atividade simpática. Inclusive tem sido demonstrado aumento da sobrevida em cães com IC. Até o presente momento, nenhum laboratório realizou a estimulação elétrica de barorreceptores, em ratos acordados com IC, visando avaliar o controle barorreflexo nesta condição fisiopatológica, e as possíveis alterações das respostas hemodinâmicas devido à atenuação do barorreflexo. No rato, a estimulação elétrica do nervo depressor aórtico (NDA) tem sido utilizada, rotineiramente em nosso laboratório, como mecanismo de ativação do barorreflexo. OBJETIVOS: Estudar em ratos acordados com IC as repostas hemodinâmicas induzidas por estimulação elétrica do NDA, e compará-las com as obtidas em animais hígidos, avaliando a atenuação do controle barorreflexo. Em especial: 1) Respostas hipotensora e bradicárdica frente ao bloqueio de receptores muscarínicos pela metilatropina, avaliando a participação da bradicardia reflexa na resposta hipotensora. 2) Respostas hipotensora e bradicárdica frente ao bloqueio de receptores ²1-adrenérgicos pelo atenolol, avaliando a inibição do sistema simpático pelo barorreflexo e, simultaneamente, a ativação do parassimpático durante a resposta bradicárdica. METODOLOGIA: Os animais serão anestesiados (tiopental sódico), o coração será exposto e o ramo descendente anterior da artéria coronária esquerda será ligada. Ratos controle serão submetidos a procedimentos semelhantes, exceto ligadura da coronária. Serão incluídos no estudo apenas animais com área de infarto acima de 40% da circunferência do VE. Um dia antes de completarem seis semanas após a ligadura coronariana os animais serão anestesiados, e o NDA será isolado e posicionado sobre um par de eletrodos cujas extremidades serão exteriorizadas na região dorsal interscapular. A artéria e veia femorais serão canuladas e exteriorizadas na mesma região. No dia seguinte à cirurgia, a cânula da artéria femoral será conectada a um transdutor de pressão e os eletrodos conectados a um estimulador elétrico. O protocolo experimental consistirá de uma seqüência de estimulações elétricas (1 mA e 2 ms) do NDA com freqüências de 5, 15, 30, 60 e 90 Hz, aplicadas aleatoriamente, com intervalos de 5 minutos entre os estímulos, aplicados durante 20s. Ao final da seqüência de estímulos será feito o bloqueio autonômico pela metilatropina (2 mg/kg, iv) ou pelo atenolol (2 mg/kg, iv). Após o bloqueio, será repetida a seqüência de estimulações do NDA de maneira idêntica à descrita anteriormente.