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Desenvolvimento e caracterização de filmes comestíveis a base de goma de cajueiro associada a derivados da celulose

Processo: 13/16966-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2013
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos
Pesquisador responsável:Daniella Lury Morgado
Beneficiário:Ana Paula Prudente e Silva
Instituição-sede: Embrapa Instrumentação Agropecuária. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filmes comestíveis   Celulose   Polímeros (materiais)

Resumo

O desenvolvimento de tecnologias que retardam o amadurecimento de frutas e hortaliças tem se estabelecido como um importante recurso para preservar a qualidade e prolongar o tempo de prateleira, principalmente as de clima tropical. Em geral, as frutas apresentam atividade metabólica elevada, principalmente após a colheita, caracterizando-os como um produto altamente perecível. Uma alternativa viável para a redução dessa atividade é o uso de biopolímeros como revestimentos comestíveis protetores, que atuam como uma barreira não tóxica e biodegradável entre o fruto e seu entorno. Este trabalho busca estudar a formulação de coberturas preparada a partir de goma de caju e de um derivado misto da celulose, o hidroxipropilmetil celulose. A goma de cajueiro é um biopolímero renovável, biocompatível e hidrofílico. É um exsudado heteropolissacarídeo complexo, com certas características filmogênicas e de baixo custo, ao qual tem sido atribuído certas propriedades antimicrobianas. A exsudação da goma é um processo simples e algumas vezes espontâneo que ocorre nos troncos e galho do cajueiro. A colheita é feita de forma manual e sua composição é sazonal. Apesar deste cenário favorável a utilização da goma para a formação de filmes e coberturas, a adição de um segundo polímero e em alguns casos pequenas adições de plastificantes, pode-se ter um produto final com melhores propriedades mecânicas do que a goma isolada. Adicionalmente, um lipídeo, o ácido esteárico deverá ser adicionado aos filmes, diminuindo assim o caráter hidrofílico do material e consequentemente, modificando as propriedades de barreira, principalmente quanto à permeação de vapor de água. Neste contexto, a presente proposta de trabalho tem como objetivo dar continuidade aos estudos em andamento com esta goma na Embrapa Instrumentação em São Carlos (São Paulo), desenvolvendo filmes associados à hidroxoproprilmetil celulose. Os filmes deverão ser inicialmente processados pela técnica de "casting" para caracterização e sua posterior avaliação sobre frutos de alta perecividade. (AU)