| Processo: | 12/19245-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Pesquisador responsável: | Maria Alice da Cruz Hofling |
| Beneficiário: | Catarina Raposo Dias Carneiro |
| Supervisor: | Elisabeth Hansson |
| Instituição Sede: | Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | University of Gothenburg, Suécia |
| Vinculado à bolsa: | 11/08005-6 - Estudo do mecanismo de ação do veneno da aranha Phoneutria nigriventer na barreira hematoencefálica e no tecido neural e análise da ação de duas toxinas purificadas como veículo no tratamento de glioma, BP.PD |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Astrocytes | Blood brain barrier | Endothelial cells | neuroinflammation | NO-GMPc pathway | Pain | Neurociência |
Resumo A barreira hematoencefálica (BHE), constituída pelos microvasos sangüíneos cerebrais, é especializada em promover o acesso controlado de substâncias ao sistema nervoso central (SNC). Entre os constituintes celulares da BHE, os astrócitos têm sido especialmente estudados, pois essas células gliais tem papel chave na indução e manutenção do fenótipo de barreira no endotélio cerebral. Os astrócitos são influenciados por sinalização desse mesmo endotélio e respondem a alterações no microambiente neural através de mecanismos que envolvem a sinalização mediada pelo Ca2+, regulando processos inflamatórios, ativação neuronal e dor. Doadores de óxido nítrico (NO) aumentam as concentrações de Ca2+ intracelular em astrócitos e células endoteliais através da ativação da guanilato ciclase solúvel e consequente produção de GMPc (via NO-GMPc). O veneno bruto da aranha Phoneutria nigriventer (PNV) ou seus componentes isolados têm mostrado ser importantes moduladores de canais iônicos e da liberação de neurotransmissores, mediadores inflamatórios, moduladores da permeabilidade da BHE, indutores da dor e ativadores de vias neuronais específicas. Astrócitos cultivados, quando submetidos ao PNV, reagiram com a produção de mediadores da inflamação (citocinas e NO). Portanto, é possível que os astrócitos sejam moduladores dos efeitos do PNV, através de um mecanismo dependente de GMPc e de flutuações de Ca2+ intracelular. Interessantemente, tem sido demonstrado que opióides, especialmente agonistas m-opióides, exercem papel no controle da atividade neuroinflamatória em astrócitos. É possível que agonistas opióides equilibrem os mecanismos envolvidos na neuroinflamação e na dor induzidas pelo PNV, através da modulação das oscilações do Ca2+ intracelular. No presente estudo, para simular a situação observada in vivo com os constituintes da BHE, astrócitos serão co-cultivados com células endoteliais. O efeito do PNV será investigado nas células em co-cultura com ou sem moduladores da via NO-GMPc, no que tange à mobilização do Ca2+ intracelular, à dosagem de citocinas inflamatórias, às fibras de stress e expressão de conexina-43, principal proteína das junções comunicantes dos astrócitos. Além disso, a capacidade de diferentes agonistas sintéticos de receptores opióides em devolver o equilíbrio fisiológico às células, frente às alterações induzidas pelo veneno também será investigada. (AU) | |
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