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Análise da neuroproteção em ratos suplementados com n-3 PUFAs durante desenvolvimento após status epilepticus

Processo: 13/15384-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2013
Vigência (Término): 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Fulvio Alexandre Scorza
Beneficiário:Manaira Giraudon Monteiro Tobias
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neurologia   Sistema nervoso   Estado epiléptico   Tonsila do cerebelo   Ácidos graxos insaturados

Resumo

O sistema nervoso é responsável pela organização e coordenação do organismo, das funções mais simples até as elaboradas necessitando de conexões precisas entre os diversos tipos de células nervosas. Inputs e outputs da rede neuronal dependem da conectividade sináptica da rede e das propriedades individuais de cada sinapse e estão associadas à atuação de moléculas de adesão. O cérebro em desenvolvimento é altamente excitável e susceptível às crises convulsivas, em um período de crescimento de axônios e dendritos, formação das sinapses e maturação das redes corticais, dependentes da idade. O modelo de abrasamento elétrico da amígdala tem sido usado como modelo de epilepsia do lobo temporal (ELT) humana e também é considerado útil para se estudar os possíveis mecanismos envolvidos com o processo de epileptogênese. Consiste na indução de crises repetidas, até que se atinja um platô de resposta que corresponde à crise tônico-clônica generalizada. Status epilepticus (SE) uma condição aguda caracterizada por convulsões repetitivas e/ou prolongada, podem acarretar graves consequências. Evidências indicam a importância dos ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs) para o desenvolvimento normal do cérebro, manutenção de sua função e prevenção de algumas doenças neurológicas crônicas. Suplementação dietética com ácidos graxos apresenta efeitos benéficos sobre o déficit cognitivo espacial e foram capazes de aumentar o limiar de estimulação dos neurônios na região CA1, reduzir a excitabilidade e bloquear a depressão e a potenciação a longo prazo. Resultados prévios obtidos em nosso laboratório demonstraram que o tratamento com n-3 PUFAs na epilepsia tem um efeito neuroprotetor, pois promovem a facilitação da transmissão. Para esse trabalho serão formados 4 grupos animais Pilo ômega, pilo veículo, controle ômega e controle veículo, em diferentes idades a fim de alcançar os objetivos do trabalho que são avaliar os danos cognitivos e o decurso da maturação das sinapses gabaérgicas, glutamatérgicas, co-transportadores de membrana e moléculas de adesão sináptica em animais submetidos ao insulto de SE neonatal. (AU)