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Aspectos ontogenéticos, funcionais e evolutivos das variações cambiais em traqueófitas

Processo: 14/03464-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada
Pesquisador responsável:Veronica Angyalossy
Beneficiário:Marli Pereira Botânico
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/10679-0 - Aspectos ontogenéticos, funcionais e evolutivos das variações cambiais em traqueófitas, AP.BTA.R
Assunto(s):Biomecânica   Caule   Evolução vegetal   Lianas   Árvores   Anatomia vegetal   Raízes de plantas

Resumo

Variações cambiais são formas alternativas de crescimento secundário geradoras de grande diversidade anatômica e que surgiram várias vezes ao longo da evolução das plantas vasculares desde Pteridospermas fósseis, "Gimnospermas" a Eudicotiledôneas. As variações cambiais vêm sendo estudadas desde o século XIX e chamam a atenção por gerarem novas arquiteturas nos órgãos em que estão presentes, como nos caules tomando a forma de escadas (cipó escada de jabuti, Bauhinia-Leguminosae), cabos (Sapindaceae), cruzes de malta (Bignoniaceae), dentre outras. Variações cambiais também costumam ser táxon-específicas, sinapomórficas de alguns clados, como Bignonieae, tribo de Bignoniaceae, e Menispermaceae. As variações cambiais são muito diversas, mas podem ser divididas em dois grandes grupos: a) derivadas de um único câmbio ou b) derivadas de múltiplos câmbios. Apesar de conhecer-se bastante sobre os tipos das variações cambiais e as famílias onde ocorrem, pouco se sabe sobre os mecanismos geradores destas variações e as pressões evolutivas que favoreceriam o seu estabelecimento. Sabe-se que são mais comuns nos caules de lianas, tendo surgido múltiplas vezes em plantas com este hábito. A presença de variação cambial em lianas está relacionada com o reparo a injúrias, no armazenamento de água e carboidratos, no desenvolvimento e sazonalidade da formação de xilema, na melhor condução de fotossintatos e também na variação da biomecânica do caule. Contudo, apesar da importância evidente das variações cambiais, pouco ainda se sabe sobre os mecanismos atuantes em sua seleção, sua ontogenia nos caules e raízes e seu padrão de evolução. Várias questões sobre o tema da variação cambial necessitam de respostas. Assim, no presente trabalho pretende-se adotar uma abordagem integrativa dentro da anatomia vegetal para explorar os seguintes aspectos, subdivididos em subprojetos: I. Estudo do desenvolvimento das variações cambiais em caules e raízes; II. Sazonalidade da atividade cambial de espécies lianescentes com e sem variações cambiais; III. Características do sistema vascular: xilema e floema, relacionados aos diferentes hábitos; IV. Impacto das diferentes formas da variação cambial presentes em Bignonieae (Bignoniaceae) no crescimento, biomecânica e condutividade hídrica de lianas em uma floresta da Amazônia central. Com esta abordagem pretende-se levantar dados que contribuam para uma melhor compreensão do papel das variações cambiais na evolução das plantas vasculares como um todo. (AU)