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Biotransformação do RuBPY

Processo: 14/15364-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 10 de outubro de 2014
Vigência (Término): 10 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Cardiorenal
Pesquisador responsável:Lusiane Maria Bendhack
Beneficiário:Tamy Midori Banin
Supervisor no Exterior: Amrita Ahluwalia
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Queen Mary University of London, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:11/22569-0 - Estudo da tolerância in vitro induzida pelo doador de nitrito [Ru(bpy)2(py)NO2](PF6) (RuBPY), BP.DR
Assunto(s):Óxido nítrico   Biotransformação   Nitritos

Resumo

Por muitos anos, o nitrito foi considerado um metabólito inerte da via do óxido nítrico, porém evidências sugerem que o nitrito, presente em abundância no sangue e tecidos, pode ser a maior fonte intravascular e tecidual, de armazenamento de NO. O NO é uma das menores e mais simples moléculas biossintetizadas, com características que lhe conferem alta difusibilidade pelas células, sendo classificado como mensageiro que não depende de transportadores específicos. Sua produção endógena é importante na modulação do tônus vascular, no controle da pressão arterial, na inibição da agregação plaquetária e respostas imunológicas. Os nitrocomplexos de rutênio têm sido bastante estudados como agentes doadores de NO. Estes são atraentes como potenciais agentes terapêuticos, pois apresentam baixa citotoxicidade, que pode ser decorrente da semelhança entre rutênio e ferro. Embora muitos compostos de rutênio tenham sido sintetizados em nosso laboratório, o complexo -[Ru (bpy)2(py)NO2] (PF6), (RuBPY), parece promissor pois parece ser doador de nitrito, que pode ser convertido a NO intracelularmente. Muitos doadores de NO tem como principal limitação clínica o desenvolvimento de tolerância, caracterizada pela perda de seus efeitos antiisquêmicos e hemodinâmicos de maneira rápida. Os mecanismos e causas que levam à tolerância ainda são pouco conhecidos, porém acredita-se que este seja um processo multifatorial que envolva aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO) devido ao desacoplamento da óxido nítrico sintase endotelial (NOS3), diminuição da atividade da guanilil-ciclase solúvel e aumento da expressão e atividade das fosfodiesterases. O processo de tolerância tem sido amplamente associado aos nitratos orgânicos, entretanto, pouco se sabe sobre a ocorrência deste fenômeno a doadores de nitrito. Assim sendo, a hipótese deste trabalho é: o RuBPY e o nitrito de sódio (NaNO2) não induzem tolerância porque liberam nitrito ao invés de NO, e o liberam em células do músculo liso vascular porém, não em células endoteliais. Desta maneira, estes compostos não induzem desacoplamento da NOS3 e produção de ERO. O objetivo principal deste estudo é avaliar se o RuBPY induz tolerância em aortas de ratos com e sem endotélio. O NaNO2 será usado para efeito de comparação. Para avaliar os mecanismos celulares envolvidos no desenvolvimento de tolerância após exposição contínua aos nitritos serão utilizados estudos vasculares, microscopia, western blot e outras técnicas celulares e moleculares. O objetivo de desenvolver o estágio de pesquisa no exterior é avaliar se o RuBPY libera nitrito e quais os mecanismos pelos quais isto ocorre. No laboratório da profa. Amrita Ahluwalia será possível realizar experimentos para avaliar a formação de NO e nitrito, a atividade das enzimas envolvidas na redução do nitrito e se o RuBPY inibe a agregação plaquetária. (AU)