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Efeito do uso de prebiótico (frutooligossacarídeo) sobre toxinas urêmicas em pacientes com doença renal crônica

Processo: 14/20725-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Lilian Cuppari
Beneficiário:Christiane Ishikawa Ramos
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/19724-7 - Efeito do uso de prebiótico (frutooligossacarídeo) sobre toxinas urêmicas em pacientes com doença renal crônica, BE.EP.DR
Assunto(s):Nefrologia   Insuficiência renal crônica   Uremia   Microbiota   Prebióticos

Resumo

Recentemente, a microbiota intestinal representa um novo alvo terapêutico na doença renal crônica (DRC), em virtude do crescente reconhecimento do seu papel sobre os distúrbios metabólicos associados à doença. O estado de disbiose intestinal, que notadamente ocorre nestes pacientes, contribui para o acúmulo de toxinas urêmicas produzidas a partir da fermentação dos compostos nitrogenados em detrimento dos carboidratos não digeríveis. Derivados destes compostos, as formas circulantes p-cresil sulfato e indoxil sulfato destacam-se pela sua associação com o estado inflamatório, a progressão da doença, a disfunção cardiovascular e o risco de morte na DRC. Além da restrição proteica, já estabelecida como terapia adjuvante ao tratamento clínico convencional, outras abordagens dietéticas como o uso de prebióticos, probióticos e simbióticos podem representar formas de intervenção promissoras, por agirem na modulação da microbiota intestinal. Apesar de ainda incipientes, alguns estudos com pacientes na fase dialítica da DRC mostraram que estas intervenções promovem redução nos níveis séricos e p-cresil sulfato ou indoxil sulfato em curto prazo. Pela diversidade de agentes com atividade prebiótica ou probiótica e pela possibilidade de várias combinações, a superioridade entre eles não foi estabelecida. Em comparação com os probióticos, os prebióticos apresentam como vantagem a estimulação da microbiota própria do indivíduo, além de serem naturalmente encontradas nos alimentos e, dentro do contexto da DRC na fase não dialítica, tem sido pouco explorado. Desta forma, este trabalho tem como objetivo primário avaliar o efeito do uso do prebiótico frutooligossacarÍdeo (FOS) sobre níveis séricos e urinários de p-cresil sulfato e indoxil sulfato em pacientes portadores de DRC na fase não dialítica. O impacto dessa intervenção sobre a permeabilidade intestinal, sobre a endotoxemia e sobre a resposta inflamatória constituem os objetivos secundários. Trata-se de um ensaio clínico duplo cego, randomizado e controlado, que será conduzido por 12 semanas. Cinquenta pacientes não diabéticos portadores de DRC nos estágios 3b e 4 , serão alocados para o consumo de FOS ou maltodextrina (placebo), na dose de 12g/dia, distribuídos na forma de sachês. As concentrações séricas e urinárias de p-cresil sulfato e indoxil sulfato serão determinadas por cromatografia liquida de alta performance (HPLC). Os marcadores de ação trófica da barreira intestinal (petídeo semelhante ao glucagón 2 - GLP2 - e fator de crescimento epidermal - EGF), de permeabilidade intestinal (Zonulina), de endotoxemia (LPS) e inflamação (IL-6 e PCR) serão determinados no soro por ELISA. A ingestão alimentar será avaliada pelo registro alimentar de três dias e a ingestão proteica será avaliada por meio do cálculo do equivalente do aparecimento de nitrogênio (PNA). A Escala de Bristol, o Critério de Roma III e a Escala de Avaliação de Sintomas Gastrintestinais serão empregados para acompanhamento dos efeitos gastrintestinais. A avaliação global subjetiva, a análise por bioimpedância espectroscópica e força de preensão manual serão empregadas para avaliação do estado nutricional. (AU)

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