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Efeitos cardíacos e renais na prole de ratos submetidos à restrição proteica durante a gestação e amamentação: influência do ambiente enriquecido sobre estes efeitos

Processo: 15/00360-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Jose Antonio Rocha Gontijo
Beneficiário:Ana Leticia Luchiari Ferrari
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Nutrição da mãe   Desenvolvimento fetal   Dieta com restrição de proteínas   Hipertensão

Resumo

Durante o desenvolvimento embrionário, fetal e neonatal o organismo é dotado de plasticidade fenotípica frente às variações ambientais. Desta forma, a exposição a fatores ambientais adversos durante o desenvolvimento molda tanto a proliferação quanto a diferenciação celular, podendo gerar em longo prazo, efeitos antropométricos, comportamentais e nas funções metabólicas. De forma contrária, a exposição a ambientes estimulantes e enriquecidos no período pós-natal pode reverter, pelo menos parcialmente, tais alterações decorrentes das implicações intrauterinas. A partir destas observações, tem sido sugerido que: 1. o rim está envolvido na elevação pressórica em ratos programados por estresse gestacional; 2. o coração destes animais podem apresentar alterações que precedem ao desenvolvimento pressórico; 3. o ambiente in utero modifica a expressão genotípica de espécies e, 4. e também, que animais da prole LP apresentam modificações funcionais e morfológicas renais precoces, antes do desenvolvimento pressórico; estas evidências podem aventar a hipótese que modificações intrauterinas, durante o período ontogenético, podem estar relacionadas às modificações estruturais e funcionais renais e cardíacas observadas neste modelo. No entanto, não existem estudos observando se a exposição da prole de animais LP a ambientes enriquecidos modificam estas possíveis alterações cardíacas e renais. Estas e outras questões continuam sem resposta, tais como: Como a exposição in utero altera a ontogênese renal em LP? (2) A expressão do SRAA durante a gestação modifica o desenvolvimento embrionário renal e interfere na morfogênese cardíaca e de nefros em LP? (3) Os níveis de expressão de angiotensina II nesta linhagem modulam o desenvolvimento embrionário renal? (4) A expressão dos receptores AT1 e AT2 esta envolvida na gênese de alterações ontogênicas cardíacas e renais? (5) A expressão de SOCS-3 pode estar envolvida tanto na modulação normal da ontogênese renal, como nas alterações já observadas neste modelo e no processo de uma possível maturação precoce de nefros e à hipertrofia e/ou fibrose miocárdica nestes animais? (6) A exposição precoce destes animais logo após o desmame a ambientes enriquecidos, pode neste modelo experimental, modular as possíveis modificações sugeridas acima? Assim, serão investigadas a expressão e localização de receptores e componentes do sistema renina-angiotensina-aldosterona e da fibrose tecidual (TGF-², colágeno, Fibronectina) bem como a ocorrência paralela de hipertensão arterial, proteinúria e disfunção glomerulo-tubular, com o objetivo de esclarecer o possível ponto de inflexão destas anormalidades durante a evolução temporal deste modelo exposto ou não a ambiente enriquecido. A repercussão do estresse nutricional in utero, sobre a morfometria renal e cardíaca, nos diferentes períodos de estudo, será também avaliada pela análise estereológica.

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