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Interferência de galectina-3 no curso da infecção por Cryptococcus neoformans

Processo: 15/16999-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Fausto Bruno dos Reis Almeida
Beneficiário:Pedro Francisco de Mattos Moreno
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Cryptococcus neoformans   Galectina 3   Criptococose   Vesículas extracelulares   Micologia

Resumo

Cryptococcus neoformans, agente causador da criptococose, é considerado o principal patógeno que acomete indivíduos imunodeprimidos. C. neoformans representa um modelo único para estudos de biologia celular, por sua singular característica de ser um patógeno eucarioto com capsula polissacarídica e produtor de vesículas extracelulares, as quais contém seus principais fatores de virulência. As vesículas cruzam a parede celular para alcançar o espaço extracelular, sendo seus polissacarídeos supostamente usados para possibilitar o crescimento da capsula ou facilitar sua entrega no tecido do hospedeiro. Galectina-3, uma proteína ligante de carboidrato, exerce o controle fino de várias funções imunológicas, incluindo adesão celular, migração, ativação, apoptose e secreção de citocinas, estando envolvida na resposta imune inata e adaptativa. Durante seu estágio pós doutoral no Albert Einstein College of Medicine de Nova Iorque, o Dr. Fausto Almeida verificou que galectina-3 possui efeito lítico sobre as vesículas extracelulares de C. neoformans, bem como detectou elevados níveis de galectina-3 no curso da criptococose experimental murina. Essas observações motivam a proposta de estudar a interferência de galectina-3 sobre o curso da infecção por C. neoformans em camundongos. Mais especificamente, propomo-nos a cumprir os seguintes objetivos: (1) analisar a expressão de galectina-3 em órgãos de camundongos infectados por C. neoformans, (2) avaliar a sobrevivência de animais galectina-3 knockout (KO) infectados por C. neoformans, (3) investigar o papel de galectina-3 durante a infecção por C. neoformans em camundongos. Nossa expectativa é de que galectina-3 possa desempenhar importantes papéis no processo de infecção por C. neoformans. (AU)