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Tornando visível: comparando as políticas de drogas e sua execução no Brasil e no Reino Unido

Processo: 15/25961-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de agosto de 2016
Vigência (Término): 09 de maio de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Pesquisador responsável:Adriana Marcassa Tucci
Beneficiário:Adriana Marcassa Tucci
Anfitrião: Alexander William Stevens
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Kent, Inglaterra  
Assunto(s):Drogas ilícitas   Transtornos relacionados ao uso de substâncias   Usuários de drogas   Prevenção do abuso de drogas

Resumo

O uso de drogas é considerado uma prática antiga, cultural e presente na história da humanidade, sendo que o contexto sócio-histórico no qual as mesmas estão inseridas interfere no significado do seu uso. A atual política internacional de drogas é regida pela Organização das Nações Unidas e tem como enfoque principal a repressão e o controle do uso de drogas. Brasil e Reino Unido são membros desta organização e suas políticas de drogas seguem as normas vigentes. No entanto, enquanto na Inglaterra tem havido estabilização da prevalência do consumo de derivados de cocaína, aumento da oferta de tratamento e redução das infrações e danos associados ao uso de drogas, no Brasil, a execução da política de drogas vem se efetivando na contramão da tendência internacional a partir de 2012 com o crescimento do consumo do crack, havendo expansão considerável das Comunidades Terapêuticas, as quais são responsáveis pelo tratamento de mais da metade dos usuários. O objetivo deste estudo é comparar as percepções de usuários de drogas em relação ao tratamento ofertado para a dependência de drogas no Reino Unido, mais especificamente, na Inglaterra, e no Brasil. O método proposto é de natureza qualitativa. A partir da percepção dos usuários de drogas do município de Santos (Brasil) e de Canterbury (Inglaterra), o estudo buscará compreender suas opiniões sobre as necessidades de tratamento para a dependência de drogas e como o tratamento ofertado nestes distintos países tem favorecido o atendimento de tais necessidades, além das possíveis barreiras e dificuldades encontradas tanto no acesso quanto na manutenção destes no tratamento. Os dados do Brasil já foram coletados em estudo que teve financiamento regular à pesquisa, proporcionado pela FAPESP, e coordenado pela proponente da presente proposta. Serão entrevistados usuários de drogas, especialmente crack ou heroína, com perfil semelhante aos já entrevistados no Brasil, favorecendo a comparação e discussão dos dados entre os dois países. Os dados serão analisados a partir da análise de conteúdo, assim como realizado no estudo do Brasil. Acredita-se que o presente estudo possa contribuir para as tomadas de decisões políticas, assim como sua execução, e ajudar a responder à pergunta 'o quê melhor funciona' na área de dependência de drogas a partir da escuta dos próprios usuários que necessitam deste tratamento. (AU)