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Expressão de células CD1a+ e CD11c+ em lesões de pele de pacientes com leishmaniose cutânea não ulcerada ou atípica causada pela Leishmania (Leishmania) infantum

Processo: 16/23789-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Marcia Dalastra Laurenti
Beneficiário:Marina Lima de Meira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50315-0 - Leishmanioses na América Latina: uma perspectiva avançada sobre fatores imunopatogenéticos da infecção cutânea e visceral, imunomoduladores da saliva de vetores flebotomíneos e exo-antígenos imunogênicos de Leishmania (L.) infantum chagasi candidatos à vacina, AP.TEM
Assunto(s):Imunopatologia   Doenças transmissíveis   Leishmaniose visceral   Leishmaniose cutânea   Leishmania infantum   Histopatologia   Células dendríticas

Resumo

Nas Américas, a infecção por Leishmania (Leishmania) infantum causa manifestações subclínicas e leishmaniose visceral (LV), a qual quando não tratada é potencialmente fatal. A leishmaniose visceral é uma enfermidade generalizada e crônica, apresentando sintomas como: febre baixa recorrente, esplenomegalia, que costuma ser em maior escala que a hepatomegalia; e ainda, na maioria dos casos, micropoliadenia, além de uma série de eventos que se iniciam à medida que os órgãos são acometidos, desencadeando alterações de ordem fisiológica e histopatológica, as quais se agravam com o decorrer da doença. De um modo geral, os principais órgãos acometidos pela leishmaniose visceral são: baço, fígado e medula óssea. Na América Central, a doença manifesta-se em duas formas clínicas, leishmaniose cutânea não ulcerada ou atípica (LCNU) e leishmaniose visceral (LV). Tem sido notificado casos de LCNU em Honduras, como Costa Rica, El Salvador e Nicarágua também. Do ponto de vista clínico a LCNU é a forma mais benigna, porém, para saúde pública de maior importância, porque se considera que as pessoas que apresentam esta forma clínica, podem ser consideradas como um importante reservatório do parasito e fonte de infecção para o vetor; além disso, existe risco de passar da forma não ulcerada ou atípica para a forma visceral em crianças menores de cinco anos de idade com problemas nutricionais. Em 2010, a Secretaria da Saúde de Honduras, relatou 525 casos de LCNU no país, e só no primeiro semestre de 2011, 641 casos foram relatados, o que mostra um aumento na incidência desta forma clínica. Um dado interessante de se observar é que para cada caso de LV uma média de 80 casos de LCNU é relatado. O Programa de Prevenção e Controle das Doenças de Chagas e Leishmaniose de Honduras relatou para o Departamento de Valle, que pertence ao Município de Amapala, 24 casos de LCNU durante o ano 2010, e para o mesmo período de 2011, 100 casos foram relatados, aproximadamente um pouco mais de 400% de novos casos em relação ao ano anterior. Pouco se conhece sobre o perfil da infecção humana por L. (L.) infantum na América Central, em especial sobre a forma cutânea não ulcerada ou atípica, sendo assim, no sentido de se compreender melhor a patogenia da infecção causada por esta espécie do parasito este projeto visa à caracterização histopatológica e a determinação do número de células dendríticas CD1a+ e CD11c+ em lesões de pele destes pacientes com LCNU no município de Amapala, localizado no Departamento Valle, em Honduras. (AU)