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Utilização da morfometria baseada em voxel para detecção da lesão em crianças com epilepsias refratárias secundárias a displasia cortical focal

Processo: 17/07267-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ana Carolina Coan
Beneficiário:Sabrina Vechini Gouvêa
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07559-3 - Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia - BRAINN, AP.CEPID
Assunto(s):Neurologia   Epilepsia   Prognóstico   Ressonância magnética   Crianças

Resumo

A displasia cortical focal (DCF) é a principal causa de epilepsia refratária na infância, com um bom prognóstico de controle de crises no pós-operatório quando toda lesão displásica pode ser ressecada. Em alguns casos, as DCFs podem ser facilmente identificadas em exames de ressonância magnética, enquanto outros apresentam exames normais ou apenas alterações sutis. Métodos mais eficientes de diagnóstico e identificação dessa anormalidade podem contribuir para melhor planejamento cirúrgico, visando melhora do prognóstico de controle de crises no pós-operatório. Objetivo: Avaliar a utilização de um protocolo de pós-processamento de exames de ressonância magnética para melhora da detecção das lesões displásicas em crianças com epilepsias refratárias secundárias a DCF. Métodos: Crianças com diagnóstico clínico de epilepsia refratária secundária a DCF, em seguimento no Hospital de Clínicas da UNICAMP, submetidos ao exame de ressonância magnética, em aparelho de 3 Tesla, com sequência anatômica, volumétrica ponderada em T1, terão essas imagens aplicadas a algoritmo utilizando técnica de morfometria baseada em voxels, a fim de se detectar automaticamente possíveis áreas sugestivas de displasias corticais focais. Esse algoritmo será baseado em mapas individuais de substância cinzenta e branca comparados com um grupo de controle saudáveis, obtendo-se, ao fim, um mapa individual com a possível localização da lesão displásica. Os dados clínicos dos pacientes serão obtidos através de questionários estruturados e baseados na investigação pré-operatória. Os resultados da análise dos mapas individuais serão, então, avaliados quanto a detecção de alterações, à concordância das alterações em relação a zona epileptogênica definida clinicamente, à concordância com a área da ressecção cirúrgica e ao controle de crises no pós-operatório. Resultados esperados: Os mapas de pós-processamento das imagens de ressonância magnética devem auxiliar na detecção da displasia cortical focal em crianças com epilepsias refratárias, o que pode contribuir para o aprimoramento da indicação de cirurgia de epilepsia nesses pacientes. (AU)