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Perfis, imunológico e virológico, de indivíduos com infecção pelo HIV/AIDS no momento do primeiro atendimento

Processo: 17/10738-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Lenice Do Rosário de Souza
Beneficiário:Amanda Moraes Tamburrino
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):AIDS   HIV   Replicação viral   Imunocompetência   Contagem de células   Infectologia   Virologia

Resumo

A infecção pelo HIV cursa com amplo espectro de apresentações clínicas, que pode ser melhor caracterizado pela divisão da doença em três períodos: fase de infecção aguda ou síndrome retroviral aguda, que compreende o período das primeiras semanas após a infecção, nas quais o indivíduo pode apresentar manifestações clínicas inespecíficas; fase de latência clínica, caracterizada pela ausência de sinais e sintomas; e aids, a fase mais avançada da doença. Com a persistência da replicação viral, observa-se depleção progressiva de células T CD4+, que dificulta o desenvolvimento de respostas imunológicas competentes. Dessa forma, quando a contagem de T CD4+ cai abaixo de 350 células/mm³, o aparecimento de infecções oportunistas graves e de algumas neoplasias torna-se mais frequente. Nesse sentido, o acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV inclui a avaliação de sua imunocompetência celular, que é verificada pela contagem de células T CD4+ no sangue periférico e pela quantificação da carga viral plasmática do HIV. Baixas contagens dessas células e elevadas cargas virais podem refletir o prognóstico da evolução da doença, devido à associação do déficit imunológico com a deterioração clínica do paciente. Atualmente, a expectativa de vida de pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), em tratamento, em países desenvolvidos, como Canadá e EUA, já se aproxima da expectativa de vida da população geral, sendo possível, para os pacientes com HIV/aids, alcançar o marco dos 70 anos de idade. No entanto, fatores como, condições de vida, fase da doença em que foi diagnosticada a infecção pelo HIV, adesão e continuidade do tratamento interferem na taxa de sobrevida, o que pode ser evidenciado pela menor expectativa de vida estimada para pacientes não brancos, com histórico de uso de drogas injetáveis ou naqueles cuja contagem de linfócitos T CD4+ encontra-se abaixo de 350 células/mm³.Tendo em vista que o Serviço de Ambulatórios Especializados de Infectologia "Domingos Alves Meira" (SAEI-DAM) é referência regional para o acompanhamento de pacientes com infecções pelo HIV, HTLV e portadores crônicos dos vírus das hepatites B e C, na microrregião de Botucatu, do Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS VI), é importante que se conheça o perfil dos pacientes atendidos, no que se refere ao momento do diagnóstico, se este tem sido realizado precoce ou tardiamente. (AU)